Por Thaís Alcântara
Segundo a PM, o suspeito, de 39 anos, já possuía passagens pelo mesmo crime. Ele foi detido após seguir a jovem de 15 anos durante compras no centro da cidade.
Uma adolescente de 15 anos foi vítima de importunação sexual enquanto realizava compras no centro de Porangatu, no norte de Goiás, na tarde desta terça-feira (24). O suspeito, de 39 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar ainda no local.
De acordo com a mãe da vítima, Lívia de Sá, a adolescente saiu de casa para comprar adereços para a festa junina da escola. Ao passar próximo a uma farmácia, foi abordada pelo suspeito.
“Ela me falou que ia comprar os adereços para a quadrilha. Quando passou por uma farmácia, o homem disse ‘oi’ e ela respondeu. Depois, percebeu que estava sendo seguida e entrou em uma loja de roupas”, relatou a mãe.
Dentro do estabelecimento, a jovem foi abordada por funcionárias que perceberam que ela estava nervosa. A adolescente então começou a chorar e contou que estava sendo perseguida por um homem que a observava do lado de fora da loja. A Polícia Militar foi acionada imediatamente.
“Quando ela entrou, a atendente viu que ela estava tremendo, e logo depois ela começou a chorar. O suspeito ficou em frente à loja por alguns minutos, olhando fixamente para ela, e depois atravessou a rua, sem parar de observá-la”, detalhou.
A adolescente foi acompanhada pela mãe até a delegacia para prestar depoimento. O delegado Jader Vieira, responsável pelo caso, confirmou a prisão em flagrante do suspeito pelos crimes de importunação sexual e perseguição.
“Após ouvirmos a adolescente, realizamos o interrogatório do investigado, que foi autuado em flagrante. Também representamos pela conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva. A decisão agora cabe ao Judiciário”, explicou o delegado.
Ainda segundo Vieira, o suspeito já possui antecedentes pelos mesmos crimes.
“Esse cidadão também foi indiciado no início do ano passado por importunação sexual e perseguição. Os inquéritos foram remetidos ao Judiciário e estão sob análise do Ministério Público.”
O delegado reforçou que a Polícia Civil está à disposição de outras possíveis vítimas e orienta que procurem a delegacia para que novas denúncias sejam investigadas.
“É importante que a população denuncie, é importante que a população esteja atenta a esse tipo de comportamento e procure a Polícia Civil”, enfatizou.
Revolta
Para Lívia, mãe da adolescente, o episódio foi desesperador.
“Foi um sentimento de impotência. Eu pedi para ela entrar em uma loja, e ela me respondeu que já estava dentro. Falei com a funcionária e disse que estava chegando. E, mesmo dentro da loja, ela não estava se sentindo segura.
A gente nunca imagina que vai acontecer com a gente, mas foi desesperador. Espero muito que ele seja preso, que ele pague não só pelo que fez agora, mas por todos os casos — os que foram denunciados e todos os que não foram. Eu espero que a gente consiga provar que ele é um criminoso”, desabafou.
Procurada pelo portal Serra Azul, a defesa do investigado informou que não irá se manifestar sobre o caso. A investigação corre em sigilo.


