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Após grave acidente na BR-153, Prefeitura e UEG acolhem integrantes da UFPA em Porangatu

Foto: Delley Brito

Por Thaís Alcântara

Estudantes e colaboradores da Universidade Federal do Pará viajavam para Goiânia quando dois veículos da caravana se envolveram em um grave acidente. Cinco pessoas morreram e mais 18 ficaram feridas.

Cerca de 130 estudantes e colaboradores da Universidade Federal do Pará (UFPA) estão recebendo apoio físico, psicológico e estrutural na cidade de Porangatu, no norte de Goiás. O grupo seguia em caravana para Goiânia (GO), onde participaria do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), quando dois dos quatro ônibus que compunham a viagem se envolveram em um grave acidente na BR-153, na madrugada desta terça-feira (16).

A colisão causou comoção e mobilizou rapidamente autoridades e instituições locais. De acordo com informações repassadas pelas equipes de resgate, 75 pessoas foram diretamente afetadas. Destas, 57 não apresentaram ferimentos. Ao menos 138 ficaram feridas — oito delas em estado grave e cinco com lesões moderadas. Cinco pessoas morreram no local. As vítimas feridas foram levadas para hospitais nas cidades de Porangatu (GO), Uruaçu (GO), Alvorada (TO) e Gurupi (TO). As causas do acidente ainda estão sendo investigadas.

Medo e pânico

Em conversa com a nossa equipe, uma das alunas da caravana — que preferiu não se identificar — contou como foi viver a tragédia durante a madrugada:

“Eu estava no último ônibus da viagem, eram quatro ao todo. Quando foi por volta de quatro da manhã, o motorista entrou e avisou que o condutor de um dos ônibus havia falecido e que a gente teria que parar e voltar. Todo mundo ficou sem entender. Era um lugar sem sinal de celular, e todo mundo se desesperou porque não dava para avisar nossos pais. Depois, a gente passou pelo local do acidente e ainda havia corpos na estrada. Foi desesperador.”

Acolhimento imediato e rede de apoio

A Prefeitura de Porangatu, em parceria com a Universidade Estadual de Goiás (UEG – Câmpus Porangatu), vem prestando assistência ao grupo, oferecendo alojamento, alimentação, apoio psicológico e estrutura de acolhimento.

Segundo a reitora do câmpus da UEG em Porangatu, Lucimar Marques, os estudantes foram direcionados ao prédio da universidade, onde permanecem sob cuidados.

“Os alunos que estavam no micro-ônibus que foi diretamente atingido já passaram pelo atendimento médico e estão agora aqui na UEG. Os outros alunos, que não foram envolvidos diretamente, mas presenciaram toda a tragédia, também estão aqui. Então, nós temos cerca de 130 jovens que estavam nesse movimento.”

Lucimar explicou ainda que houve uma grande mobilização conjunta para garantir toda a estrutura necessária aos estudantes.

“Logo após o acidente, a UEG de Porangatu se uniu com a Assistência Social, Secretaria Municipal de Saúde, Câmara de Vereadores e várias instituições e pessoas da comunidade porangatuense para conseguir esse apoio aos estudantes. E, com isso, nós conseguimos as refeições, colchões e o aparato estrutural que eles precisam.”

Além do suporte físico, a reitora destacou a criação de uma rede de apoio psicológico, formada por profissionais locais e também por especialistas vindos de outras cidades.

“Já estamos também com uma rede de apoio psicológico, com vários profissionais do município de Porangatu, de outras cidades e da própria universidade (UEG) que estão a caminho. Uma verdadeira rede de apoio, para que todos sejam atendidos, já que todos estão muito abalados.”

Retorno indefinido

Lucimar informou que ainda não há definição sobre quanto tempo os estudantes permanecerão em Porangatu. A UFPA está em contato com as autoridades locais e federais para organizar a logística do retorno ao Pará.

“Agora há pouco eu estive falando com o reitor da Universidade Federal do Pará, e eles estão organizando essa logística para ver quanto tempo eles vão ficar aqui. Mas ainda não sabemos se serão um, dois, três dias… É preciso esperar e organizar tudo isso.”

Ela destacou ainda que o objetivo principal é que os estudantes retornem com maior segurança para casa.

“Nós também estamos em contato com a União Estadual e Nacional dos Estudantes, por meio da equipe da Presidência da República, que entrou em contato conosco para dar o apoio logístico que for necessário” finalizou.

Thaís Alcântara

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