Reajuste do ICMS entra em vigor, pesa no bolso do motorista e reacende debate sobre impostos e reforma tributária
O ano mal começou e os motoristas tocantinenses já sentiram o impacto no bolso. Desde o dia 1º de janeiro, entrou em vigor o novo reajuste do ICMS sobre os combustíveis, elevando o preço da gasolina e do diesel em todo o estado.
A medida foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) ainda em 2025 e publicada no Diário Oficial da União em setembro, mas só passou a valer agora, na virada do ano. Com a mudança, o imposto da gasolina subiu R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. Já o diesel teve aumento de R$ 0,05, saindo de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro.
Este é o segundo reajuste consecutivo do ICMS sobre combustíveis. Em fevereiro de 2025, os estados já haviam promovido uma atualização das alíquotas. Na ocasião, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) explicou que o cálculo levou em conta os preços médios mensais levantados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Segundo o levantamento mais recente da ANP, referente à semana de 21 a 27 de dezembro de 2025, o Tocantins registrou preço médio de R$ 6,61 na gasolina comum e R$ 6,04 no litro do diesel. Os números colocam o estado acima da média nacional em alguns períodos, especialmente no caso da gasolina, o que amplia a insatisfação de quem depende do veículo para trabalhar ou se deslocar diariamente.
ICMS continua mesmo com reforma
Mesmo com o avanço da Reforma Tributária, o ICMS não vai desaparecer tão cedo. O imposto segue em vigor pelos próximos anos, enquanto o novo modelo tributário começa a ser implantado de forma gradual.
A partir de 2026, entra em fase de testes o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), dentro do chamado modelo dual. Nessa etapa inicial, será cobrada uma alíquota simbólica total de 1%, sendo 0,9% da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e 0,1% do IBS, compartilhado entre estados e municípios.
De acordo com o governo federal, o objetivo é testar o novo sistema de arrecadação, sem impacto relevante para o contribuinte, já que os valores pagos poderão ser compensados depois. Até lá, porém, o motorista segue pagando mais caro para encher o tanque.


