Por Deivianne Jhasper e Pedro Gomes
Motoristas relatam danos psicológicos e materiais. Aproximadamente 20 pessoas, incluindo 5 crianças, foram envolvidas no acidente.
Ao menos sete veículos de passeio foram envolvidos em um acidente após uma carreta carregada de piso granito não respeitar a sinalização e provocar um engavetamento nesta sexta-feira (3), na BR-153, há 15 quilômetros de Porangatu, próximo à ponte do Rio do Ouro. Com o acidente a pista ficou precisou ser interditada nos dois sentidos da pista (vídeo abaixo).
De acordo com a Ecovias do Araguaia, concessionária responsável pela manutenção da rodovia, o motorista da carreta ignorou a sinalização de obras no local e colidiu com os veículos parados à frente. Os destroços ficaram espalhados pelo asfalto, incluindo partes da carenagem frontal da carreta.
O trânsito precisou ser interditado para a retirada dos automóveis, o que agravou o congestionamento. Os veículos envolvidos foram levados para a Unidade de Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Apesar da gravidade, não houve feridos graves. Uma pessoa foi encaminhada com ferimentos moderados ao Hospital Municipal de Porangatu e outras cinco tiveram ferimentos leves e permaneceram no local. Aproximadamente 20 pessoas estavam nos veículos de passeio, incluindo cinco crianças.
Entre os passageiros estava o gesseiro Willhans Teixeira dos Santos, que viajava com o filho de apenas sete meses. “Foi desesperador, pensei que algo grave fosse acontecer com meu filho”, relatou.
Outro envolvido, Rogério Pereira Nunes, relatou o momento de pânico: “Ah, o susto foi imenso, já não lembro mais de nada, só a bagaceira feita pra atrás. Um susto que não desejo pra ninguém”, lamentou.
Uma das vítimas, que transportava a família em um dos veículos, expressou alívio pelo fato de ninguém ter se ferido gravemente: “Os bens materiais a gente pode conseguir, devagar, mas se fosse
a vida, infelizmente não tinha como”, disse.
O motorista da carreta, que fazia o trajeto de Anápolis (GO) para Parnaíba (PI), relatou que não havia sinalização no local:
“Eles falam que tinha lá, que tinha um rapaz lá em cima dando sinal, não tinha ninguém lá. A gente vinha descendo, quando eu abri pra fazer uma ultrapassagem, tinha um monte de carro parado. E aí não teve como eu parar. Fui batendo. Tentei puxar da caminhoneta, mas como vinha outro carro na mão oposta, se eu jogasse eu passava por cima. Então dei a preferência e bati na traseira da caminhoneta. Aí bateu e saiu amassando os outros (veículos)”, afirmou.
Entretanto, outros motoristas contestaram essa versão. Um agente de trânsito, que estava de folga e teve seu veículo danificado acredita que o caminhoneiro dormiu ao volante, enquanto que os demais motoristas alegaram que a sinalização estava visível.
“Estamos indo para casa com o veículo amassado e a família abalada psicologicamente, especialmente as crianças que estavam no carro, tudo isso por culpa de um motorista irresponsável. Ele trabalha para uma empresa, mas quem vai cobrir os danos que sofremos? Já estamos abalados mentalmente, e os prejuízos materiais, quem resolve? Pagamos pedágios caros esperando segurança, e acontece isso. Solicito às autoridades competentes que tomem providências para que, ao menos, sejamos ressarcidos pelos bens materiais, pois não é justo que paguemos pelo erro de um motorista que não viu a sinalização. O impacto psicológico nunca será sanado, mas precisamos, no mínimo, que os danos materiais sejam resolvidos para minimizar as perdas desse acidente”, reclamou.
O teste do bafômetro realizado no caminhoneiro deu negativo. A PRF reforçou o alerta para que motoristas redobrem a atenção ao transitar por rodovias em obras. O inspetor Felipe Cabral destacou a importância de respeitar a sinalização e cuidar para que a manutenção do veículo fique em dia para evitar tragédias. “Tem que cuidar dos freios e do excesso de carga, além do descanso também do motorista. Então, você que é motorista de carga, cuide do seu veículo, cuide dos freios, na aproximação também de carros menores, motocicleta, tem que ter esse cuidado para não acontecer esse tipo de acidente”, orientou.
Apesar do susto, os envolvidos enfatizaram a necessidade de responsabilização pelos danos materiais e psicológicos causados pelo acidente. A rodovia foi liberada após a remoção dos destroços e a normalização do trânsito.


