A mulher grávida de cinco meses baleada na porta de um bar em Itumbiara, no sábado (07), perdeu o bebê. A gestante, identificada como Maria Fernanda, teve a perda confirmada na segunda-feira (9), após exame de ultrassom não detectar batimentos cardíacos. A informação foi divulgada por familiares.
Maria Fernanda segue internada no Hospital Estadual de Itumbiara em estado grave, porém estável. De acordo com a unidade hospitalar, ela está acordada e consciente.
O principal suspeito do crime foi identificado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) como Jamil Eduardo Marques Rezende. Até o momento, ele não foi preso, mas deverá responder por tentativa de homicídio qualificado e aborto provocado por terceiro. Segundo o delegado Felipe Sala, o mandado de prisão deve ser expedido entre terça-feira e quarta-feira, enquanto as equipes já realizam buscas para localizar o investigado.
Ainda conforme o delegado, não há dúvidas de que o autor tinha conhecimento da gravidez da vítima. “Era visível que a mulher estava grávida. Não existe a possibilidade de o suspeito alegar desconhecimento do estado gestacional. Por isso, ele responderá tanto pela tentativa de homicídio qualificada quanto pelo aborto provocado sem o consentimento da gestante”, explicou.
Crime
Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação. Os vídeos mostram a gestante sobre uma bicicleta discutindo com o suspeito em frente ao bar. Durante o desentendimento, o homem agride a mulher com dois tapas no rosto. Em reação, ela joga bebida contra ele.
Na sequência, o investigado saca uma pistola e volta a agredir a vítima com a arma. A mulher tenta reagir, momento em que o homem efetua dois disparos contra o tórax dela. A gestante perde o equilíbrio e cai sobre a bicicleta. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos (HEI).
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito possui um extenso histórico criminal, com passagens por tentativa de homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica. Para o delegado, não houve uma motivação específica para o crime. “Foi uma ação rápida e impulsiva. Ele chegou ao local, abordou a vítima e tentou impor superioridade pelo fato de estar armado. Foi uma afronta”, concluiu.
Informações: Mais Goiás


