Corredor de umidade aumenta risco de temporais, enquanto cidades já sentem os efeitos da água fora de controle
Goiás entra em mais um período de atenção redobrada com a intensificação das chuvas nos próximos dias. Um corredor de umidade que se estende da Amazônia até o Centro-Oeste e o Sudeste do país deve reforçar as instabilidades, trazendo pancadas fortes, raios e ventos intensos para grande parte do estado, segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo).
O alerta não surge por acaso. Nos últimos dias, diversas cidades goianas já enfrentaram alagamentos, transtornos no trânsito e situações de risco. Na Cidade de Goiás, o Rio Vermelho transbordou após o volume elevado de chuvas, invadindo áreas próximas e reacendendo a preocupação de moradores ribeirinhos. Em Aparecida de Goiânia, um homem e sua motocicleta foram arrastados pela força da enxurrada, em mais uma cena que escancara o perigo de enfrentar vias alagadas.
De acordo com o Cimehgo, 179 municípios estão em área de risco para tempestades. Entre eles estão Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Goianira, Senador Canedo, Aragoiânia, Caldas Novas, São Miguel do Araguaia e Turvânia. As chuvas podem vir acompanhadas de rajadas de vento acima de 50 km/h e descargas elétricas.
Os impactos mais recentes ajudam a dimensionar o risco. Só na tarde de segunda-feira (5), Goiânia registrou um forte temporal que levou a Defesa Civil Municipal a emitir cinco alertas em menos de duas horas. Pontos críticos ficaram alagados, como a Marginal Botafogo, que precisou ser interditada temporariamente na altura da Avenida Jamel Cecílio.
Na BR-153, o acúmulo de água dificultou o tráfego e aumentou o risco de aquaplanagem. O Terminal da Praça da Bíblia também ficou tomado pela água, causando transtornos a quem dependia do transporte coletivo.
Diante desse cenário, a Defesa Civil reforça o pedido para que a população evite enfrentar enxurradas, não atravesse áreas alagadas e redobre a atenção no trânsito durante as chuvas. Em caso de emergência, os números 153 e 193 estão disponíveis.
O Cimehgo segue monitorando as condições climáticas e não descarta a emissão de novos alertas caso o corredor de umidade continue atuando sobre Goiás. A orientação é clara: informação e cautela podem fazer a diferença entre um susto e uma tragédia.
