Suspeito teria usado a própria filha como forma de chantagem e vai responder por tentativa de feminicídio e outros crimes.
Um homem de 45 anos foi preso neste fim de semana suspeito de tentar matar a ex-companheira por estrangulamento dentro da Delegacia de Polícia de Serranópolis, município localizado a cerca de 376 quilômetros de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, antes da prisão, o suspeito ainda teria usado a filha do casal como forma de pressão para tentar forçar a mulher a reatar o relacionamento.
De acordo com o delegado Marlon Souza Luz, a vítima já havia tentado se separar do homem em outras ocasiões, mas enfrentava dificuldades para romper definitivamente a relação. Em um dos episódios, a mulher viajou para realizar tratamento de saúde do filho e, ao retornar à cidade, passou a se esconder na casa de parentes por medo do ex-companheiro.
Ainda segundo o delegado, o suspeito começou a procurar insistentemente pelo paradeiro da vítima e chegou a ser abordado pela Polícia Militar nas proximidades da residência onde ela estava escondida. Aos policiais, ele teria afirmado que estava procurando casas com sistema de videomonitoramento para localizar a ex-companheira. No dia anterior, o homem havia comparecido à unidade da PM relatando que a mulher estaria desaparecida e demonstrando preocupação com a possibilidade de ela aparecer morta, o que levantou suspeitas por parte da equipe policial.
A situação se agravou quando ambos foram levados à delegacia. No local, o homem conseguiu se desvencilhar dos policiais e passou a estrangular a vítima. Para conter a agressão e preservar a vida da mulher, um policial civil efetuou um disparo na perna do suspeito. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual de Santa Helena de Goiás, onde passou por procedimento cirúrgico.
As investigações também apontam que a filha do casal, uma adolescente, foi vítima de constrangimento ilegal. Conforme a Polícia Civil, o homem teria impedido a jovem de sair, obrigando-a a permanecer no carro e em casa como forma de pressionar a mãe a retornar ao relacionamento.
A Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pela Justiça. Ele deverá responder pelos crimes de tentativa de feminicídio, perseguição, constrangimento ilegal e violência psicológica.


