Política

Tarcísio rompe o silêncio, afasta crise e diz: “Agora é trabalhar pelo Flávio Bolsonaro”

Após desgaste com aliados bolsonaristas, governador de São Paulo nega pressão de Jair Bolsonaro e descarta plano próprio para 2026

Em meio a ruídos, cobranças e muita especulação nos bastidores da política nacional, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), resolveu falar claro. Em seu primeiro evento público após a mais recente crise com o clã Bolsonaro, ele garantiu que nunca sofreu pressão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e prometeu intensificar o apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Não tem nada de pressão. Nunca houve. O presidente nunca me pediu nada, a não ser para ser candidato ao governo de São Paulo”, afirmou Tarcísio nesta sexta-feira (23), durante a entrega de casas populares em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

A declaração vem após dias de desconforto entre aliados bolsonaristas, que passaram a acusar o governador de falta de empenho na campanha de Flávio e até de articular uma candidatura própria ao Palácio do Planalto. Tarcísio negou tudo.

“Meu candidato sempre foi o Bolsonaro ou quem ele indicasse. Ele indicou o Flávio. Então pronto. Vamos trabalhar muito em prol do Flávio Bolsonaro”, reforçou.

Visita cancelada virou estopim

O estopim da crise foi o cancelamento de uma visita que Tarcísio faria a Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha. A autorização havia sido concedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, a pedido da defesa do ex-presidente. A agenda, porém, foi desmarcada na véspera.

Aliados chegaram a afirmar que o governador teria recuado por incômodo com cobranças de Flávio Bolsonaro. Tarcísio rebateu e disse que o cancelamento foi apenas por conflito de agenda e por um motivo pessoal.

“Já pedi nova data, o Supremo autorizou e está tudo certo”, explicou, tentando colocar panos quentes na situação. Mesmo assim, o episódio alimentou especulações. Questionado várias vezes sobre o que fez no dia em que cancelou a visita, Tarcísio preferiu não detalhar.

“Não vou apresentar carta de renúncia”

Durante a coletiva, o governador também descartou qualquer movimento para disputar a Presidência em 2026. Segundo ele, as conversas sobre candidatura própria não passam de especulação.

“O pessoal sempre vê o governador de São Paulo como presidenciável. Mas não tem nada disso. Não vou apresentar carta de renúncia em abril”, garantiu. Ao lado de aliados políticos, Tarcísio encerrou a entrevista reafirmando o apoio ao senador fluminense. “Mais enfático do que isso?”, questionou, em tom de recado direto aos críticos.

Enquanto Brasília ferve, o governador tenta reorganizar o discurso e manter a base alinhada. O jogo político segue aberto — e cada gesto, agora, é observado de lupa.

Lanna Oliveira

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