Antes do crime que chocou o país, Cleber Rosa atuou em unidades de ensino de Catalão e foi demitido após conflitos e problemas de convivência
O síndico que confessou ter matado a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas, já teve uma trajetória marcada por conflitos também fora do condomínio onde o crime aconteceu. Cleber Rosa de Oliveira atuou como professor entre 2017 e 2020, na cidade de Catalão, no sul de Goiás, e deixou as escolas por onde passou em meio a problemas de comportamento.
Segundo reportagem feita pela TV Anhanguera, Cleber trabalhou por menos de um ano na Escola São Francisco de Assis (CAIC), onde acabou sendo demitido. De acordo com relatos, ele se recusava a participar de iniciativas da escola e era visto como alguém de convivência difícil.
Em 2019, ele também deu aulas na Escola Patotinha, para uma turma do 4º ano, mas foi desligado em 2020. Cleber ainda foi professor da primeira e única turma do curso de porteiro e vigia do Instituto Tecnológico de Goiás (Itego).
Além do histórico profissional, a reportagem aponta que o suspeito possui dois imóveis em Catalão: um espaço de festas e outro onde morava. Na quarta-feira (28), a Polícia Civil cumpriu mandados nos endereços e apreendeu celular e computadores, que agora passam por análise.
“Achava que era o rei do prédio”, diz mãe da vítima
Em entrevista, a mãe de Daiane, Nilse Alves, fez um desabafo forte ao falar sobre o comportamento de Cleber no condomínio onde o crime aconteceu. “Queria tirar a Daiane daqui e conseguiu, mas trocou o trono dele por uma cela”, afirmou.
Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025. Ela e o síndico mantinham um histórico de brigas, denúncias e processos judiciais, segundo a investigação.
Cleber e o filho, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos na quarta-feira (28). O síndico responde por homicídio e o filho é investigado por obstrução de justiça, suspeito de ter ajudado a dificultar as investigações.
Confissão e localização do corpo
À polícia, Cleber confessou o crime e afirmou que agiu sozinho após uma discussão com Daiane no dia do desaparecimento. Em depoimento, disse que colocou o corpo da corretora na carroceria de uma picape e deixou o condomínio.
Foi o próprio suspeito quem levou os investigadores até o local onde o corpo foi abandonado: uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, no município de Ipameri, também no sul do estado.
A defesa de Cleber informou que mantém uma postura colaborativa e que uma nota será divulgada após o acesso aos autos do processo. O caso segue sob investigação da Polícia Civil e continua causando comoção em Goiás e em todo o país.


