com informação G1 Tocantins
Confronto ocorreu após descoberta de pista clandestina entre Paranã e São Salvador; um suspeito foi preso e forças policiais seguem mobilizadas.
Seis suspeitos morreram em confronto com a polícia e um homem foi preso após a apreensão de um avião e cerca de 500 quilos de pasta-base de cocaína em uma pista clandestina entre Paranã e São Salvador do Tocantins, no sudeste do Tocantins.
A ação faz parte da Operação Entre Rios, que reúne a Polícia Federal, a Polícia Militar do Estado de Goiás e a Polícia Militar do Tocantins. Segundo as forças de segurança, o grupo integra uma organização criminosa transnacional que utiliza o Tocantins como rota estratégica para o tráfico de drogas.
O cerco começou após a apreensão da droga e da aeronave, localizadas durante monitoramento realizado pela Polícia Federal em conjunto com a PM de Goiás. A PM do Tocantins deu apoio no momento do flagrante, dando início à operação.
Durante a tentativa de abordagem, ao menos seis suspeitos fugiram para uma área de mata. Houve confronto, que resultou na morte de quatro homens no domingo (22). As buscas continuaram e, na noite de terça-feira (24), os outros dois suspeitos foram localizados e também morreram após novo confronto.
Cerca de cem agentes participaram da operação, que contou com helicópteros, drones com sensores termais e monitoramento aéreo contínuo. Os equipamentos ajudaram a identificar movimentações na mata, inclusive sob vegetação densa.
Na pista clandestina, os policiais encontraram galpões com grande quantidade de combustível e buracos escavados para armazenar entorpecentes. De acordo com a PM de Goiás, equipes ficaram cerca de dez dias infiltradas para flagrar a movimentação criminosa. A estrutura indica que o local funcionava como base de apoio para voos clandestinos de longa distância.
Segundo a PM do Tocantins, a organização é especializada no transporte de drogas da Bolívia para o Nordeste do Brasil. A suspeita é de que aeronaves pousavam em pistas clandestinas no estado e, após o descarregamento, a droga era transferida para caminhões, reduzindo o risco de fiscalização aérea e facilitando o transporte terrestre.
A Operação Entre Rios segue em andamento, e as equipes permanecem mobilizadas para a completa identificação e responsabilização dos envolvidos.


