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Confusão por vaga em escola termina com servidora agredida com tapas

Funcionária ficou ferida próximo ao olho e precisou de atendimento médico após discussão envolvendo matrícula de aluno

Uma discussão por vaga escolar terminou em violência dentro de uma escola estadual, em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. Uma servidora da unidade foi agredida com tapas no rosto por uma mãe de aluno, na manhã desta segunda-feira (2), durante um desentendimento relacionado à matrícula.

A funcionária sofreu um ferimento próximo a um dos olhos e precisou ser encaminhada para atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Depois dos primeiros cuidados, ela foi transferida para Goiânia, onde passou por nova avaliação médica.

Entenda como a confusão começou

Segundo a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc), em novembro de 2025, a família do estudante solicitou a chamada Transferência de Interesse Particular (TIP), pedindo que o aluno fosse transferido para uma escola mais próxima da residência.

O problema é que, apesar do pedido ter sido feito dentro do prazo — entre 10 de novembro e 1º de dezembro —, a confirmação da vaga, que deveria ocorrer de 12 a 19 de dezembro, não foi realizada pela família. Com isso, o estudante acabou perdendo a vaga.

Quando e agressão aconteceu

No início deste ano, a mãe voltou à escola em Trindade tentando garantir uma nova vaga. A unidade informou que estava com todas as vagas preenchidas, mas mesmo assim recebeu a documentação e orientou que a família aguardasse a abertura de uma possível vaga.

De acordo com a Seduc, nesta segunda-feira, ao ser novamente informada de que não havia vagas disponíveis, a mulher passou a ofender servidores, perdeu o controle e partiu para agressão física contra a funcionária.

A Polícia foi acionada. A servidora registrou boletim de ocorrência, e a mãe do aluno foi conduzida à delegacia, onde permanece à disposição das autoridades.

Servidora recebe apoio e aluno pode ser remanejado

A Secretaria informou que a funcionária está sendo acompanhada pelo Núcleo de Atenção aos Servidores e recebe todo o suporte necessário após o episódio de violência.

Já em relação ao estudante, a Coordenação Regional de Educação (CRE) de Trindade esclareceu que ele pode ser matriculado em outra unidade, já que abriu mão da vaga anterior ao solicitar a transferência.

Os familiares foram orientados a procurar os colégios estaduais Adaguismar de Oliveira e Teotônio Vilela para tentar garantir a matrícula.

Lanna Oliveira

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