Rangel Gonçalves Magalhães, de 28 anos, pesquisava na internet como a polícia investiga crimes de pedofilia
A prisão de um técnico em informática durante um culto evangélico em Anápolis revelou um caso que vai além do abuso sexual de uma criança de cinco anos. Rangel Gonçalves Magalhães, de 28 anos, estava sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e foi detido neste domingo (1º). No celular apreendido, a polícia encontrou indícios de que ele estudava como a corporação investiga crimes sexuais contra menores.
A investigação começou após denúncias anônimas chegarem à DPCA. A vítima é filha de uma amiga do suspeito. Durante as apurações, o homem chegou a comparecer à delegacia acompanhado da criança, que relatou a um psicólogo ter sido abusada sexualmente por ele.
O que mais chamou atenção dos investigadores foi o conteúdo encontrado no aparelho celular de Rangel. Ele acompanhava as postagens sobre prisões realizadas pela DPCA e pesquisava sobre crimes de pedofilia. “Havia imagens no celular que comprovaram o crime contra essa criança. Além disso, foram encontrados diversos conteúdos pornográficos infantis envolvendo outras crianças, que foram baixados na internet”, explicou a delegada Aline Lopes.
A polícia solicitou inicialmente a prisão do investigado, mas o pedido foi negado pela justiça, que autorizou apenas mandado de busca e apreensão. A ordem de detenção saiu somente após um segundo pedido feito pela delegada.
Enquanto as investigações avançavam, a polícia descobriu que Rangel frequentava igrejas de Anápolis, onde se aproximava de crianças de forma insistente. Ele colocava os menores no colo, se oferecia para vigiá-los e levá-los ao banheiro. O comportamento gerou desconfiança e revolta entre os fiéis.
“Essa atitude de forçar a aproximação com crianças gerou uma revolta e uma desconfiança por parte dos moradores”, disse a delegada Aline Lopes.
Após a prisão no domingo, o técnico em informática foi encaminhado ao presídio. Ele pode responder pelos crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil. As penas máximas, somadas, chegam a 19 anos de prisão.
A Polícia Civil divulgou a imagem do suspeito para que possíveis novas vítimas possam ser identificadas. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Rangel Gonçalves Magalhães.


