Cultura

Grammy 2026 consagra Kendrick Lamar, faz história com Bad Bunny e emociona com tributo a Preta Gil

Premiação em Los Angeles reuniu recordes, diversidade musical e homenagens marcantes a artistas que deixaram legado no Brasil e no mundo

A 68ª edição do Grammy Awards, realizada neste domingo (1º), em Los Angeles, entrou para a história da música. A noite foi de recordes, emoção e representatividade, com destaque absoluto para Kendrick Lamar, que saiu como o maior vencedor da cerimônia, e para Bad Bunny, que quebrou uma barreira inédita no prêmio mais importante da indústria musical.

Líder em indicações, Kendrick Lamar levou cinco gramofones e alcançou a marca de 26 vitórias na carreira, tornando-se oficialmente o artista mais premiado da história do Grammy, superando o recorde que até então era de Jay-Z. Um feito que confirma o peso do rapper na música contemporânea.

Bad Bunny faz história

Outro momento marcante veio com Bad Bunny, vencedor do Álbum do Ano com ‘DeBÍ TiRAR MáS FOTos’. Pela primeira vez, um disco gravado integralmente em espanhol conquistou o principal troféu da noite, reforçando a força da música latina no cenário global.

O álbum também venceu como Melhor Álbum de Música Urbana, consolidando o porto-riquenho como um dos nomes mais influentes da atualidade.

Brasil sobe ao palco

O Brasil também teve vez e voz na premiação. Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram na categoria Melhor Álbum de Música Global com ‘Caetano e Bethânia Ao Vivo’, levando a música brasileira a um dos palcos mais prestigiados do mundo.

Mas foi no momento mais silencioso e respeitoso da noite que o país se emocionou. A cantora Preta Gil foi uma das homenageadas no tradicional tributo póstumo do Grammy. A artista morreu aos 50 anos, em julho de 2025, e teve seu nome lembrado diante de uma plateia internacional.

Além de Preta, também foram reverenciados os brasileiros Lô Borges, Ângela Ro Ro e Bira Presidente, reconhecidos por suas trajetórias e contribuições à música.

O segmento de homenagens ainda contou com uma performance especial dedicada a Ozzy Osbourne, que morreu em 2025. A apresentação reuniu Slash e Post Malone, arrancando aplausos do público. D’Angelo e Roberta Flack também foram lembrados, em um medley que celebrou carreiras e legados.

Diversidade musical marcou a premiação

A cerimônia passeou por diferentes estilos e gerações. Billie Eilish venceu Canção do Ano com ‘Wildflower’. Lady Gaga levou prêmios importantes, incluindo Melhor Álbum Vocal de Pop e Melhor Gravação de Pop Dance. Já Olivia Dean foi eleita Artista Revelação.

No rap, além de Kendrick Lamar, nomes como Doechii, Tyler, The Creator e Leon Thomas também brilharam. O rock, o country, a música eletrônica e as trilhas sonoras para cinema e séries completaram uma noite marcada pela pluralidade.

O Grammy 2026 mostrou que a música não tem fronteiras, idiomas ou rótulos. Tem história, tem voz — e, acima de tudo, tem emoção.

Lanna Oliveira

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