Prevenção e conscientiação marcam o setembro amarelo.
O suicídio é considerado um grave problema de saúde pública e atinge milhares de famílias todos os anos em todo o país. No mês de setembro, a campanha Setembro Amarelo chama a atenção para a valorização da vida e a importância da prevenção.
A psicóloga Valquíria Castro explica como o movimento começou.
“Essa campanha começou no ano de 1994 nos Estados Unidos, com um caso de um adolescente chamado Mike, um adolescente aparentemente normal, longe de qualquer suspeita de cometer um ato contra sua própia vida. Ele ficou conhecido por restaurar um mustang e pinta-lo de amarelo, infelizmente ele cometeu o ato de suicídio dentro desse carro e deixou um bilhete para os pais onde dizia para eles não se sentirem culpados. No seu funeral, seus pais e amigos distribuíram cartões com fitas amarelas e a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. “
A psicóloga apresentou ainda dados do último ano, que revelam números preocupantes, e faz um alerta sobre os sinais de atenção que familiares e amigos devem observar em pessoas próximas.
“Nos últimos 3 anos as estatísticas mostram que mais de 48.000 vidas foram interrompidas pelo ato suicida, é em média uma morte a cada 40 minutos. É um índice muito alto e preocupante que precisa ser falado. Nem sempre o paciente demonstra estar precisando de ajuda, mas os sinais mais evidentes são: tentar mascarar com alegria fora do normal, pode falar muito sobre morte, se isolar, evitar contato fisíco . Esses sinais são alerta para as pessoas mais próximas ficarem atentas.”


