Município decretou calamidade pública após rios transbordarem e Defesa Civil reforça ações de assistência.
As fortes chuvas que atingiram Jussara no dia 23 de fevereiro de 2026 provocaram alagamentos em vários bairros e deixaram um cenário de destruição. A cidade, que fica em uma região de vale e é cortada por rios e córregos ligados à bacia do Araguaia, não suportou o grande volume de água, que também veio de municípios vizinhos e da zona rural, e acabou sofrendo com o transbordamento.
De acordo com a prefeitura, 157 casas foram invadidas pela água e mais de 500 pessoas estão desalojadas. Imagens registradas por moradores mostram ruas completamente tomadas pela enchente, com carros quase submersos. Em um dos vídeos, um freezer aparece boiando. Em outro, animais são vistos abrigados dentro de uma residência para escapar da água.
Dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentavel (Semad) apontam que o município registrou 86,6 milímetros de chuva no último dia do decreto de emergência, que começou no sábado (21) e seguiu até segunda-feira (23). Diante da situação, a Prefeitura declarou estado de calamidade pública.
Para ajudar as famílias atingidas, estão sendo enviados colchões, cestas básicas, leite, kits alimentares, cobertores, filtros de barro e água potável. Equipes da Operação Tempestade, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goias, também foram mobilizadas para reforçar o atendimento no município.
A Secretaria Nacional de Protecao e Defesa Civil foi acionada para que a situação seja reconhecida em nível federal, o que pode garantir apoio complementar. Enquanto isso, equipes da Defesa Civil seguem monitorando as áreas afetadas e prestando assistência.
Nas redes sociais, a prefeita Maria Idali (PSL) informou que está em reunião permanente com os órgãos de segurança para mapear os pontos mais críticos e organizar as ações. A Secretaria Municipal de Assistência Social está oferecendo abrigo provisório às famílias e atendimento presencial e por WhatsApp.
A prefeitura orienta que moradores evitem áreas próximas ao Ribeirão Água Limpa, ao Córrego Molha Biscoito, ao Córrego Palmeiras e demais regiões consideradas de risco. O monitoramento continua e novas atualizações devem ser divulgadas nos próximos dias.


