Estado também registrou 60 feminicídios no período, número maior que o observado em 2024
Mais de 26 mil medidas protetivas foram concedidas em Goiás ao longo de 2025 em casos relacionados à violência doméstica. O número evidencia a dimensão do problema enfrentado por mulheres vítimas de agressões e ameaças no ambiente familiar no estado.
Além do elevado número de decisões judiciais para proteção das vítimas, o estado registrou 60 casos de feminicídio no mesmo período. O índice representa um aumento de 7,14% em relação a 2024, quando foram contabilizados 56 crimes desse tipo.
Dados da 10ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Instituto DataSenado, apontam que 30% das mulheres goianas afirmam já ter sofrido algum tipo de violência doméstica ou familiar provocada por um homem.
A percepção de crescimento da violência também aparece entre as entrevistadas. Segundo o levantamento, 80% das mulheres em Goiás acreditam que os casos aumentaram nos últimos anos.
Entre os tipos de violência relatados pelas vítimas, a violência psicológica aparece como a mais frequente, citada por 86% das mulheres que disseram ter sofrido agressões no ambiente doméstico. Em seguida aparecem a violência moral, mencionada por 81%, e a violência física, apontada por 76%.
Diante desse cenário, o governo estadual anunciou ações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Entre as iniciativas estão a Operação Marias, o Projeto Laço Seguro e a criação de uma ferramenta estadual de monitoramento da violência doméstica, que pretende reunir dados sobre ocorrências, vítimas e agressores para orientar políticas públicas.
Além disso, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) firmou um termo de cooperação com a Polícia Militar de Goiás (PMGO) para reforçar a fiscalização e o acompanhamento das medidas protetivas concedidas às vítimas.



