Advogada pagou fiança de R$ 97 mil e seguirá respondendo ao processo no Brasil
A advogada argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial após um episódio em um bar no Rio de Janeiro, já retornou ao seu país de origem. A liberação ocorreu após autorização da Justiça, mediante o pagamento de uma fiança de R$ 97 mil.
O caso aconteceu em janeiro deste ano, em um estabelecimento localizado em Ipanema, na zona sul da capital fluminense. Segundo a denúncia, a mulher teria ofendido funcionários do local com expressões racistas durante uma discussão envolvendo o valor da conta.
De acordo com as investigações, Agostina utilizou a palavra “mono”, que em espanhol significa macaco, além de fazer gestos imitando o animal em direção a um funcionário negro. A promotoria também aponta que outras pessoas que trabalhavam no local foram alvo das ofensas.
Após o episódio, ela chegou a ser presa e teve o passaporte apreendido, além de ser obrigada a usar tornozeleira eletrônica. Com o avanço do processo, a Justiça do Rio de Janeiro autorizou o retorno ao país natal, considerando que a presença dela no Brasil não era mais necessária para a fase atual da ação.
A advogada desembarcou em Buenos Aires na noite de quarta-feira (1º), mas continuará respondendo ao processo por injúria racial na Justiça brasileira.
O crime, equiparado ao racismo desde 2023, prevê pena de reclusão e multa, e é considerado imprescritível.



