Goiás Corpo de Bombeiros

Mulheres fazem história e passam a integrar operações aéreas dos Bombeiros em Goiás

Soldado Stival (esquerda) e tenente Anaise (direita) durante operação do Centro de Operações Aéreas (COA) (Divulgação/CBMGO)

Pela primeira vez, militares atuam na linha de frente técnica do Centro de Operações Aéreas em missões de resgate.

No céu de Goiás, onde cada segundo pode ser decisivo para salvar vidas, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado registra um marco histórico. Pela primeira vez, mulheres passam a atuar na linha de frente das operações técnicas do Centro de Operações Aéreas, função que até então era ocupada apenas por homens.

As pioneiras são a tenente Anaise Laurene de Paula Moreira, de 38 anos, com 15 anos de corporação, e a soldado Raissa Stival Marques, de 31 anos, com dois anos e meio de serviço. Elas integram as equipes responsáveis pela operação e manobras de aviões e helicópteros em missões críticas de resgate e salvamento em Goiânia.

A tenente Anaise atua como copiloto e retornou recentemente ao COA após a reativação da frota de aeronaves. Já a soldado Stival ingressou no grupo há cerca de um mês, exercendo a função de operadora aerotática. Na última terça-feira, dia 31, as duas participaram juntas de uma missão pela primeira vez.

Segundo a tenente Anaise, o momento representa uma conquista importante. Ela afirma que a presença feminina na aviação da segurança pública amplia oportunidades em áreas que antes eram ocupadas apenas por homens.

A soldado Stival também destacou o ambiente de respeito dentro da corporação. De acordo com ela, ao longo da carreira, sempre foi reconhecida pelo trabalho, independentemente do gênero.

A conquista foi celebrada pelo comando do Centro de Operações Aéreas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o comandante da unidade, coronel Alberto, ressaltou a importância do momento e destacou a atuação das militares nas primeiras ocorrências atendidas.

Funções técnicas
Como copiloto, a tenente Anaise auxilia diretamente o comandante na condução da aeronave. Já a soldado Stival, como operadora aerotática, desempenha funções que integram a aviação ao salvamento terrestre. Entre as atividades, estão o apoio em decolagens e pousos, especialmente em áreas restritas, além do suporte à equipe médica no atendimento às vítimas.

O Centro de Operações Aéreas é responsável por missões de resgate aeromédico, busca e salvamento, transporte de órgãos e apoio em grandes ocorrências em todo o estado. As equipes são formadas por pilotos, copilotos, operadores aerotáticos, médicos, enfermeiros e mecânicos.

Embora a presença feminina já fosse comum nas equipes de saúde, Anaise e Stival são as primeiras a atuar diretamente na operação técnica das aeronaves.

Incentivo e representatividade
As militares destacam que o incentivo para ingressar na área veio dos próprios colegas de corporação. Para a tenente Anaise, a atuação na aviação de segurança pública é baseada na capacidade técnica e operacional.

A soldado Stival relembra que recebeu apoio desde o início da decisão de integrar o grupo. Ela afirma que a função é gratificante e espera que mais mulheres ocupem cargos de destaque na corporação.

com informações O Popular

Thaís Alcântara

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