A Polícia Federal deflagrou duas operações simultâneas que investigam esquemas de desvio de recursos públicos envolvendo organizações sociais em Goiás e outros estados.
A Operação Makot Mitzrayim apura irregularidades em contratos firmados por duas organizações sociais suspeitas de superfaturar serviços para desviar verbas públicas. Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás, Tocantins e Maranhão.
De acordo com as investigações, os valores obtidos com o superfaturamento eram utilizados tanto para o enriquecimento ilícito dos envolvidos quanto para o pagamento de servidores públicos responsáveis pela fiscalização dos contratos.
“Com as verbas superfaturadas desviadas, além de enriquecerem ilicitamente os fraudadores das organizações sociais, os valores eram usados para pagar servidores públicos responsáveis pela fiscalização desses contratos”, informou a Polícia Federal.
Já a Operação Rio Vermelho investiga suspeitas de irregularidades na gestão de recursos públicos em um hospital de campanha administrado por uma organização social durante a pandemia da Covid-19.
Nesta ação, estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva nas cidades de Goiânia (GO), Brasília (DF) e São José do Rio Preto (SP).
As investigações tiveram início após auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou indícios de obtenção de lucros indevidos em contratações realizadas com recursos públicos federais administrados pelo Governo de Goiás.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de diversas irregularidades, entre elas: falhas nos processos de seleção de empresas prestadoras de serviços; possível direcionamento e simulação de concorrência; contratações voltadas à maximização de lucros; precarização das relações de trabalho por meio de estruturas simuladas; vínculos entre dirigentes da organização social e empresas contratadas.
As investigações seguem em andamento para apurar a responsabilidade dos envolvidos e o destino dos recursos públicos.
Com informações do G1 Goiás


