Mais de 20 mulheres denunciaram o médico, que teria cometido crimes desde 2017, segundo a Polícia Civil.
O ginecologista Marcelo Arantes e Silva, de 50 anos, foi preso suspeito de estuprar pacientes durante consultas e exames em Goiânia e Senador Canedo. Segundo a Polícia Civil, mais de 20 mulheres registraram denúncia contra o profissional.
A prisão ocorreu na quinta-feira (23) e foi mantida após audiência de custódia realizada na sexta-feira (24). O médico permanece à disposição da Justiça enquanto o caso segue sob investigação.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Amanda Menuci, o médico utilizava o ambiente clínico para conquistar a confiança das pacientes antes de avançar para condutas inadequadas. As investigações apontam que os crimes teriam ocorrido desde 2017.
Segundo a polícia, os relatos indicam que as primeiras consultas eram marcadas por perguntas de cunho sexual, toques físicos indesejados e exames realizados sem indicação médica ou sem o uso de luvas. Com o tempo, as condutas evoluíam para atos de natureza sexual durante os atendimentos.
A delegada afirmou ainda que algumas vítimas relataram que o médico fazia perguntas enquanto realizava os procedimentos, como questionamentos sobre conforto e prazer, o que indicaria a intenção de abuso. Em um dos casos, há relato de ato sexual completo durante uma consulta.
Ao todo, foram 23 denúncias, sendo 10 em Goiânia e 13 em Senador Canedo. As vítimas têm entre 18 e 45 anos, incluindo mulheres grávidas e pacientes em primeira consulta.
A Polícia Civil destaca que crimes sexuais costumam ter denúncia tardia, devido ao impacto psicológico e ao medo das vítimas.
O Conselho Regional de Medicina de Goiás informou que o registro profissional do médico foi suspenso por decisão judicial e que as denúncias estão sendo apuradas em sigilo.
A defesa do ginecologista afirmou que considera a prisão desnecessária e declarou confiar na inocência do profissional, alegando que ele já se afastou das atividades e colabora com a investigação. A defesa também destacou que o médico já teria sido absolvido em outro processo anterior.


