Produtores rurais de Rio Verde estão adotando uma técnica conhecida como “semeadura de nuvens” para tentar aumentar o volume de chuvas na região, afetada por períodos de estiagem que prejudicam as lavouras.
A estratégia consiste em lançar partículas na atmosfera por meio de aeronaves para estimular a formação de chuva em nuvens já existentes. A iniciativa tem sido discutida por agricultores, técnicos e empresas do setor como alternativa para reduzir os impactos da falta de água, especialmente nas plantações de milho safrinha e soja.
Como funciona a técnica
O método, chamado de nucleação de nuvens, não cria chuva do zero, mas potencializa precipitações que já poderiam ocorrer. Aviões sobrevoam nuvens do tipo cúmulo e liberam substâncias — como partículas de sal — que ajudam a concentrar a umidade. Com isso, as gotículas aumentam de tamanho até cair em forma de chuva.
Segundo especialistas, o intervalo entre a aplicação e a precipitação pode variar de cerca de 20 minutos até mais de uma hora, dependendo das condições climáticas.
Tentativa de reduzir prejuízos
A medida surge como resposta às dificuldades enfrentadas pelos produtores diante da irregularidade das chuvas no sudoeste goiano. A falta de precipitação tem impactado diretamente o desenvolvimento das lavouras e pode comprometer a produtividade.
Apesar de ser considerada uma ferramenta importante, técnicos alertam que a técnica não é uma solução definitiva. Ela depende de condições atmosféricas favoráveis e funciona apenas como um reforço para aumentar a chance de chuva.
Aposta na tecnologia
A iniciativa também mostra o avanço do uso de tecnologias no agronegócio para lidar com eventos climáticos extremos. Em regiões como Rio Verde, um dos principais polos agrícolas do país, produtores têm buscado alternativas para garantir a produção diante das mudanças no clima.


