Veículo foi localizado três dias após o desaparecimento; motorista sobreviveu preso às ferragens e foi resgatado com vida
Uma família que estava desaparecida desde a última quinta-feira (4) foi encontrada neste domingo (7) após o carro em que viajava cair em uma ribanceira na zona rural de Teresina de Goiás, na região da Chapada dos Veadeiros. O acidente deixou duas pessoas mortas e uma sobrevivente, que permaneceu presa às ferragens por cerca de três dias até ser localizada pelas equipes de resgate.
As vítimas foram identificadas como Odilon Gonzaga dos Santos, de 77 anos, e Aline da Silva Souza, de 42 anos. O único sobrevivente é Marcos Cezar da Silva Santos, filho do idoso e companheiro de Aline.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a família retornava de uma visita a parentes em Palmas, no Tocantins. O último contato feito pelos ocupantes do veículo indicava que eles passavam pelo município de Campos Belos. Depois disso, familiares perderam a comunicação com o grupo e iniciaram buscas por informações sobre o paradeiro deles.
O Fiat Uno foi encontrado somente neste domingo em uma área de difícil acesso na zona rural de Teresina de Goiás. Conforme os bombeiros, o veículo saiu da pista e despencou em uma ribanceira. As circunstâncias exatas do acidente ainda não foram divulgadas.
De acordo com os socorristas, Odilon Gonzaga morreu ainda no local em consequência dos ferimentos provocados pela queda. Já Aline da Silva Souza sobreviveu inicialmente ao acidente, mas não resistiu às lesões e morreu no dia seguinte, ainda dentro do veículo.
Marcos Cezar permaneceu preso às ferragens durante todo o período em que a família esteve desaparecida. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele conseguiu sobreviver consumindo água até a chegada do resgate. Quando foi localizado, apresentava fraturas no tornozelo e no antebraço direito. Após ser retirado do carro, foi encaminhado para atendimento médico e permaneceu sob cuidados hospitalares.
Após o salvamento do sobrevivente, equipes do Corpo de Bombeiros permaneceram no local para acompanhar os trabalhos da Polícia Científica e do Instituto Médico Legal (IML). Os corpos das vítimas precisaram ser removidos das ferragens com apoio de um guincho.


