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Porta fechada: Trump congela vistos e brasileiros entram na lista de restrições

CRÉDITO: Doug Mills

Medida atinge cidadãos de 75 países e reacende tensão migratória nos Estados Unidos

Uma decisão que pegou muita gente de surpresa voltou a acender o alerta para quem sonha em viajar, estudar ou trabalhar nos Estados Unidos. O ex-presidente Donald Trump anunciou o congelamento da emissão de vistos para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil, em mais um movimento duro na política migratória norte-americana.

A medida suspende temporariamente novos vistos de diferentes categorias e atinge diretamente brasileiros que estavam com processos em andamento ou planejavam dar entrada no pedido nos próximos meses. O anúncio repercutiu rapidamente e gerou insegurança, principalmente entre estudantes, turistas e profissionais que dependem do visto para manter compromissos já programados.

Segundo informações divulgadas, o congelamento faz parte de uma estratégia mais ampla de controle migratório, com foco em segurança nacional e revisão dos critérios de entrada no país. A lista inclui nações da América Latina, África, Ásia e Oriente Médio, ampliando o alcance da decisão e reforçando o caráter global da restrição.

Para brasileiros, o impacto é imediato. Agendamentos em consulados podem ser suspensos, processos analisados com mais rigor e novos pedidos simplesmente não aceitos enquanto a determinação estiver em vigor. Agências de intercâmbio e assessorias de imigração já relatam aumento na procura por orientações, diante do clima de incerteza.

Especialistas em relações internacionais avaliam que a decisão tem forte peso político e eleitoral, resgatando uma postura já conhecida de Trump em relação à imigração. Durante seu mandato, medidas semelhantes provocaram atritos diplomáticos e protestos, além de afetar diretamente famílias, estudantes e trabalhadores estrangeiros.

Até o momento, não há prazo oficial para o fim do congelamento. Autoridades americanas informaram apenas que a suspensão será reavaliada conforme interesses estratégicos do país. Enquanto isso, brasileiros que dependem do visto precisam aguardar novos posicionamentos e acompanhar possíveis mudanças nas regras.

O cenário reforça uma mensagem clara: a política migratória dos Estados Unidos voltou ao centro do debate internacional — e, desta vez, com reflexos diretos para quem está do lado de cá.

Lanna Oliveira

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