Policial

Polícia Civil investiga uso irregular de maquinário público em área de preservação em Formoso

Três pessoas foram autuadas em flagrante durante operação conjunta com Ministério Público e Polícia Militar.

A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio do Plantão da 12ª Delegacia Regional de Polícia de Porangatu, lavrou Auto de Prisão em Flagrante para apurar, em tese, a prática de crime ambiental envolvendo o uso indevido de maquinário público pertencente à Prefeitura de Formoso, em uma Área de Preservação Permanente (APP), na zona rural do município.

A ação contou com a atuação conjunta do Ministério Público e o apoio da Polícia Militar. As investigações tiveram início após denúncia de que equipamentos públicos estariam sendo utilizados para realizar intervenção ambiental nas proximidades de um curso d’água.

No local, as equipes constataram a supressão e degradação de vegetação ciliar, área legalmente protegida. Durante a diligência, três pessoas foram autuadas em flagrante, incluindo o operador do maquinário e outros envolvidos que, em tese, solicitaram e autorizaram a utilização do bem público para a execução do serviço. Os nomes não foram divulgados.

A perícia criminal ambiental foi acionada e, de forma preliminar, apontou que a intervenção ocorreu em Área de Preservação Permanente, fato também constatado visualmente pela equipe policial e registrado por imagens anexadas aos autos.

Segundo a Polícia Civil, além da apuração criminal, os fatos poderão resultar em responsabilização administrativa e também por eventuais atos de improbidade administrativa, conforme a evolução das investigações e a análise do Ministério Público.

Em nota a Rede Serra Azul, a Prefeitura de Formoso informou que o uso de maquinário público em propriedade rural ocorreu após solicitação de um pequeno produtor e estava amparado pela legislação municipal, por meio do Programa Plantar Mais.

O Município afirmou que não há indícios de improbidade administrativa e que o serviço foi realizado dentro da legalidade e do interesse público.

A administração também esclareceu que não houve prisão de servidores e que todos os envolvidos prestaram esclarecimentos espontaneamente às autoridades, reforçando o compromisso com a transparência e a colaboração com os órgãos de fiscalização.

Thaís Alcântara

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