Chuvas intensas e deslizamentos em Juiz de Fora e Ubá deixaram centenas de desabrigados e provocaram danos generalizados na infraestrutura
O número de mortos em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região da Zona da Mata, em Minas Gerais, subiu para 64 na manhã desta sexta-feira (27), segundo balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros. A maior parte das vítimas foi registrada em Juiz de Fora, onde foram confirmadas 58 mortes, enquanto em Ubá outras seis pessoas perderam a vida.
As precipitações intensas começaram entre a segunda (23) e a terça-feira (24) e, somadas às chuvas que continuaram nos dias seguintes, provocaram enchentes, transbordamento de rios e múltiplos deslizamentos de terra em áreas urbanas e de encosta. Equipes de resgate seguem atuando em três frentes de trabalho em busca de desaparecidos.
A Prefeitura de Juiz de Fora informou que o Hospital de Pronto Socorro teve o subsolo inundado na noite de quarta-feira (25), e que diversas vias da cidade continuam alagadas, dificultando a mobilidade e o acesso a serviços essenciais. O nível do rio Paraibuna chegou a cerca de quatro metros em trechos do município, reforçando a gravidade da enchente em áreas ribeirinhas.
Deslizamentos foram registrados em pelo menos dois bairros da cidade, incluindo Vila Ideal e Três Moinhos, onde moradias foram arrastadas pela força da água e da lama. A prefeitura também interditou parte de uma importante avenida — a Presidente Itamar Franco — por recomendação da Defesa Civil local, em um trecho que dá acesso ao bairro Dom Bosco, um dos mais afetados pelos temporais.
Mais de 4.200 pessoas já foram contabilizadas como desabrigadas ou desalojadas em Juiz de Fora, de acordo com dados da administração municipal. O município decretou estado de calamidade pública desde o início da tragédia para permitir a liberação de recursos emergenciais e agilizar a assistência à população afetada.
Autoridades reforçam os alertas meteorológicos devido à previsão de mais chuvas e orientam os moradores a evitar deslocamentos em áreas de risco. A Defesa Civil também atua no monitoramento de encostas e cursos d’água, enquanto apoio humanitário e insumos básicos continuam a ser distribuídos aos desabrigados.


