Grupo dormia em ônibus, sem salário fixo e sem registro em carteira, segundo fiscalização.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) identificou oito trabalhadores em condições degradantes na noite de quarta-feira (18), durante fiscalização na BR-153, em Araguaína.
Durante a abordagem a um ônibus, os policiais encontraram colchões em mau estado tanto no interior do veículo quanto no compartimento de carga. O banheiro estava obstruído por mercadorias, impossibilitando o uso.
Em entrevista, o motorista informou que os passageiros eram seus funcionários e trabalhavam há cerca de dois meses com vendas, sem salário fixo. Os trabalhadores relataram que dormiam no ônibus, se alimentavam de marmitas e recebiam cerca de R$ 15 por item vendido, sem qualquer vínculo formal.
Diante da situação, a PRF identificou indícios de trabalho análogo à escravidão, crime previsto no Código Penal. O Ministério Público do Trabalho foi acionado e orientou o encaminhamento das vítimas para acolhimento e assistência.
A ocorrência foi registrada e será investigada pelos órgãos competentes. Segundo a PRF, o combate a esse tipo de crime envolve atuação conjunta de diferentes instituições e pode ser denunciado pelos canais oficiais, como o telefone 191 e o Disque 100.



