Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, teve o corpo identificado em Quebec e foi enterrada em Goiânia; família aguarda encerramento de período de angústia.
A goiana Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, foi encontrada morta em uma área de floresta em Coaticook, Quebec, no Canadá, em abril de 2024, quase dois anos após seu desaparecimento nos Estados Unidos. A família só foi informada sobre a localização do corpo há cerca de um mês.
Segundo parentes, Letícia deixou uma filha de 12 anos. O corpo foi enterrado no domingo (29), no cemitério Parque Memorial, em Goiânia. A certidão de óbito emitida pelas autoridades canadenses aponta como data da morte 15 de janeiro de 2024, causada por hipotermia.
Desaparecimento e busca internacional
Letícia desapareceu em dezembro de 2023, enquanto estava em Boston, nos Estados Unidos. Durante o período de buscas, seu pai, Jeremias Oliveira, morreu em março de 2025, aos 70 anos, sem saber o paradeiro da filha. Antes de falecer, ele havia autorizado a Interpol a continuar a busca e acompanhava os esforços mesmo internado na UTI.
O corpo da goiana foi encontrado por caçadores, e a identificação só foi confirmada recentemente pelas autoridades canadenses. A família custeou o translado do corpo para o Brasil. “Apesar de toda a tristeza, também sentimos alívio por encerrar esse período tão doloroso. Somos gratos a Deus e às autoridades do Brasil e do Canadá envolvidas”, declarou a prima, Honória Dietz de Oliveira.
Trajetória acadêmica e profissional
Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ela também cursava doutorado no ITA, com pesquisas voltadas ao desenvolvimento de combustíveis mais seguros para aeronaves.
De acordo com familiares, Letícia era dedicada aos estudos, prática de esportes e trabalhos voluntários. O irmão, Fabrício Alves de Oliveira, destacou seu comprometimento tanto acadêmico quanto pessoal, incluindo sua dedicação à igreja durante o doutorado.
Identificação por DNA
A identificação do corpo foi feita com base em amostras de DNA coletadas pela Polícia de Imigração dos EUA, entre janeiro e abril de 2024, período em que Letícia esteve detida naquele país.
com informações do G1 Goiás



