Especialista liderou procedimento histórico no Brasil e na América Latina e marcou a medicina nacional
Morreu nesta sexta-feira (3), aos 86 anos, o médico Eurípides Ferreira, considerado um dos pioneiros no transplante de medula óssea no Brasil e na América Latina. A morte foi confirmada após uma trajetória marcada por contribuições relevantes à medicina, especialmente no tratamento de doenças hematológicas.
Eurípides teve papel fundamental no avanço da área ao liderar, ao lado do médico Ricardo Pasquini, o primeiro transplante de medula óssea realizado no Brasil e também na América Latina. O procedimento ocorreu em outubro de 1979, no Hospital de Clínicas de Curitiba, e representou um marco no tratamento de doenças como a leucemia.
Ao longo da carreira, ele também participou de outro feito histórico: o primeiro transplante de medula óssea entre pessoas sem parentesco, realizado em 1996. O avanço foi possível graças à criação do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e ampliou as possibilidades de tratamento para pacientes.
Com décadas dedicadas à medicina, o profissional ajudou a estruturar serviços de oncologia, hematologia e transplante de medula óssea em instituições de referência, contribuindo diretamente para o tratamento de milhares de pacientes, especialmente crianças com câncer.
Reconhecido pela atuação humanizada, Eurípides Ferreira deixa um legado importante na medicina brasileira, sendo lembrado como um dos responsáveis por transformar o transplante de medula em uma alternativa eficaz de tratamento no país.


