Três acidentes graves foram registrados em menos de 24 horas no norte goiano.
Um caminhoneiro morreu na tarde desta segunda-feira (30) após colidir na traseira de outro veículo de carga no km 36 da BR-153, em um trecho sob controle de “pare e siga”, entre Porangatu e o distrito de Azinópolis, no norte de Goiás. O acidente foi o terceiro caso grave registrado em menos de 24 horas na região.
Segundo equipes de resgate, o caminhoneiro — que ainda não teve a identidade divulgada — ficou preso às ferragens e morreu no local. A colisão aconteceu por volta das 14h30 e causou a interdição total da pista por algumas horas, devido ao derramamento de óleo. O tráfego foi liberado após a limpeza da via.
Outro acidente semelhante também foi registrado nas proximidades, envolvendo uma caminhonete e um carro de passeio. Apesar do impacto, ninguém ficou ferido.
Acidente fatal na noite de domingo
Na noite anterior, domingo (29), duas mulheres morreram e três homens ficaram gravemente feridos após uma colisão frontal entre dois veículos em outro trecho da BR-153. Os carros pegaram fogo após o impacto.

As vítimas fatais foram identificadas como Eva Bispo da Fonseca, de 55 anos, esposa do vereador Emivaldo do Santana, e a professora Valdirene Bezerra do Carmo, de 43 anos. A morte das duas mulheres causou forte comoção em Porangatu e em Santa Terezinha de Goiás.
A Câmara Municipal decretou luto oficial de três dias. Em nota, a Prefeitura de Santa Terezinha lamentou a perda da servidora pública: “Seu legado na educação e seu compromisso com a formação de gerações marcaram profundamente a história do nosso município”.
Sinalização é alvo de críticas
Os acidentes reacenderam o debate sobre as condições da BR-153, especialmente nos trechos em obras sob responsabilidade da concessionária Ecovias do Araguaia. Nas redes sociais, moradores e motoristas reclamaram da sinalização deficiente nos sistemas de pare e siga.
“Sinalizar antecipadamente ajuda… já cheguei em pare e siga onde estavam colocando o cone na hora, sem ninguém avisando antes”, escreveu uma internauta. Outro motorista completou: “A sinalização é falha, geralmente muito perto dos carros parados”.
O Programa de Exploração da Rodovia (PER), que prevê 25 anos para a duplicação do trecho, também foi duramente criticado por usuários: “Essa concessão feita às pressas foi muito mal planejada. O valor do pedágio é alto e não vemos retorno”.


