O Projeto Maria da Penha nas Escolas esteve em Porangatu na última segunda-feira (16/03), com ações realizadas em quatro escolas e em uma faculdade do município. Idealizado por Manoela Barbosa, da Skambau Produções, o projeto percorreu a cidade como parte de uma caravana que, ao longo do mês de março, passa por 12 municípios goianos. Criado em 2016, o projeto já distribuiu cerca de 45 mil exemplares de livros em quadrinhos e realizou atividades em 65 cidades de cinco estados brasileiros.
Voltado para crianças a partir de 10 anos, o livro em quadrinhos conta a história da farmacêutica cearense que deu nome à Lei Maria da Penha e se tornou símbolo da luta contra a violência contra a mulher. Além da versão colorida destinada a alunos e profissionais da Educação, o material também foi disponibilizado em formato ampliado e em braille, garantindo acessibilidade para pessoas com deficiência visual. Em 2026, o projeto foi realizado com recursos do Programa Goyazes, do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com patrocínio da Equatorial Energia e apoio da Viação Carvalho, responsável pelo transporte da equipe. Em Porangatu, a Prefeitura atuou como parceira da iniciativa.
Antes de chegar ao município, a caravana já havia passado por Bela Vista de Goiás, Goiás, Iporá e Matrinchã. Após a passagem por Porangatu, o projeto seguiu para cidades como Cocalzinho, Goianésia, Aparecida de Goiânia, Orizona, Silvânia, São Miguel do Passa Quatro e Senador Canedo. Além das ações em instituições de ensino, também foram realizadas palestras com mulheres da agricultura familiar. A expectativa da organização foi atingir mais de 20 mil pessoas, com a distribuição de igual número de exemplares, que tendem a alcançar um público ainda maior ao serem levados para os lares.
Idealizadora da Skambau Produções, Manoela Barbosa destacou a importância de abordar a violência contra a mulher com diferentes públicos. Segundo ela, dados recentes evidenciam a gravidade do problema no país, com altos índices de estupro e feminicídio registrados em 2025. Manoela ressaltou que a maioria das agressões ocorre na presença de outras pessoas, inclusive crianças, e que muitas vítimas são mulheres jovens, com grande parte dos casos acontecendo dentro de casa.
Ela também enfatizou que levar essa discussão para as escolas contribui para que crianças e adolescentes aprendam a identificar sinais de violência desde cedo, promovendo mudanças de comportamento e prevenção. A proposta do projeto, segundo a idealizadora, é orientar meninas sobre formas de buscar ajuda e conscientizar meninos para que não reproduzam comportamentos violentos, reforçando a necessidade de uma ação coletiva e contínua.



