Quem já levou um filho doente a um pronto-socorro de madrugada sabe bem o peso da espera. Esse sentimento virou combustível para uma proposta concreta do Vereador Marcio Reis (União Brasil) na Câmara Municipal.
Nenhum pai ou mãe consegue descrever bem o desespero de ver uma criança sofrendo sem conseguir explicar o que sente e ainda ter que esperar. Foi essa realidade, observada de perto durante suas fiscalizações no Hospital Municipal, que levou o vereador Marcio Reis (União Brasil) à questionar o superintendente Instituto Alcance no Pequeno Expediente da Sessão desta segunda-feira 04/05, com uma demanda direta: a disponibilidade de um pediatra 24 horas na unidade. Para o Vereador, a especificidade do atendimento infantil em que os pequenos pacientes não conseguem descrever seus sintomas com clareza torna o cuidado especializado contínuo não um luxo, mas uma necessidade real para as famílias porangatuenses que dependem exclusivamente do sistema público de saúde.
A presença do representante do Instituto Alcance, Ronnie Cabral, na sessão transformou o pronunciamento em questionamentos técnico produtivo. Foi esclarecido que, atualmente, a pediatria opera em regime de sobreaviso o médico é acionado conforme a necessidade, sem plantão presencial fixo. O modelo reflete uma realidade comum em municípios de médio porte: escassez de profissionais especializados e custos elevados para manter plantões contínuos. Mesmo assim, a gestão do instituto reconheceu o alto volume de atendimentos infantis e demonstrou abertura para discutir alternativas com o Poder Executivo, como o escalonamento por horários de pico ou o reforço da cobertura nos períodos de maior demanda.
O debate iniciado por Marcio Reis vai além de uma reivindicação pontual ele evidencia como o trabalho legislativo, quando exercido com base na observação direta da comunidade, pode acelerar mudanças reais no serviço público. O próximo passo será uma análise conjunta entre a Câmara e a Secretaria de Saúde para avaliar a viabilidade orçamentária da proposta. Enquanto os números são estudados, o recado das famílias porangatuenses já está dado: quando se trata da saúde de uma criança, cada minuto de espera importa e a cidade merece uma resposta à altura.


