Crime ocorreu durante a madrugada em Águas Lindas; suspeito foi preso horas depois pela Polícia Civil
Uma jovem de 19 anos foi morta pelo ex-companheiro na madrugada deste domingo (10), no Setor Barragem 3, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, o suspeito também tentou matar o atual namorado da vítima e fugiu levando o filho do casal, uma criança de 2 anos.
De acordo com as investigações, Maria Eduarda de Oliveira Martins dormia ao lado do atual companheiro, Jardilson Silva Cunha, quando o ex-marido, identificado como Pedro Lucas Barbosa, de 21 anos, invadiu a residência após pular o muro do imóvel. Armado com uma faca, ele atacou os dois enquanto dormiam.
Maria Eduarda morreu ainda no local. Já Jardilson foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado a uma unidade hospitalar da região. A criança, que também estava na casa no momento do crime, foi levada pelo suspeito durante a fuga.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Pedro Lucas corria pela rua carregando o filho no colo logo após o ataque. Segundo o delegado Vinícius Máximo, responsável pelo caso, o suspeito deixou a criança na casa da própria mãe antes de tentar fugir.
Horas depois do crime, equipes do Grupo de Investigação de Homicídios da Polícia Civil localizaram e prenderam o suspeito. Conforme a corporação, os agentes seguiram rastros de sangue deixados pelo homem, que teria se ferido com a própria faca usada no ataque.
A Polícia Civil trata o caso como feminicídio consumado e tentativa de homicídio. Investigadores apuram ainda o histórico do relacionamento e possíveis episódios anteriores de violência doméstica.
O crime reacende o alerta sobre a escalada da violência contra mulheres no Brasil. Dados recentes apontam que a maior parte dos feminicídios é cometida por companheiros ou ex-companheiros das vítimas, frequentemente dentro do ambiente doméstico.
Especialistas em segurança pública e violência de gênero destacam que separações e términos de relacionamento costumam representar momentos de maior risco para mulheres em situação de violência doméstica. Casos em que o agressor tenta atingir também pessoas próximas da vítima têm sido classificados por pesquisadores como formas extremas de violência de gênero.


