Grupo é suspeito de alugar carros com documentos falsos e revender veículos ilegalmente em outros estados
Três homens foram presos nesta terça-feira (13) suspeitos de integrar um esquema de fraudes contra locadoras de veículos em Goiás. A operação foi conduzida pela Polícia Civil, que investiga a atuação do grupo em Goiânia, Aparecida de Goiânia e cidades do Entorno do Distrito Federal.
Segundo a investigação, os suspeitos utilizavam documentos falsificados para alugar veículos em locadoras e, posteriormente, revendiam os automóveis ilegalmente em outros estados brasileiros. O prejuízo estimado às empresas ultrapassa centenas de milhares de reais.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados agiam de forma organizada e estruturada. Após retirar os veículos nas locadoras, o grupo adulterava documentos e alterava sinais identificadores dos carros para dificultar a localização pelos sistemas de rastreamento e fiscalização.
As prisões ocorreram durante cumprimento de mandados judiciais expedidos pela Justiça goiana. Durante a operação, os agentes também apreenderam documentos, aparelhos celulares e veículos que podem ter ligação com o esquema investigado.
Segundo os delegados responsáveis pelo caso, parte dos automóveis alugados fraudulentamente teria sido encaminhada para estados das regiões Norte e Nordeste, onde os carros eram revendidos abaixo do valor de mercado para dificultar o rastreamento.
A Polícia Civil apura agora a possível participação de outras pessoas no esquema, incluindo suspeitos responsáveis pela falsificação de documentos e receptadores dos veículos. A corporação não descarta que o grupo tenha atuado também em outros estados.
Os investigados poderão responder por estelionato, associação criminosa, falsificação documental e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. As penas somadas podem ultrapassar 15 anos de prisão em caso de condenação.
Golpes envolvendo locadoras de veículos têm se tornado mais frequentes no país. Especialistas em segurança patrimonial apontam que organizações criminosas aproveitam brechas cadastrais e utilizam identidades falsas para retirar veículos legalmente antes de revendê-los clandestinamente.
A investigação segue em andamento para identificar o total de veículos envolvidos e o tamanho do prejuízo causado às empresas vítimas do esquema.


