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Trabalhadores da Educação de Goiânia fazem nova assembleia para decidir continuidade da greve

Categoria cobra reajuste salarial, plano de carreira e pagamento de progressões; paralisação afeta rede municipal desde o último dia 12

Trabalhadores da rede municipal de Educação de Goiânia realizam nesta terça-feira (19) uma nova assembleia para decidir os rumos da greve iniciada no último dia 12 de maio. O encontro está marcado para as 8h30, no Cepal do Setor Sul, e deve definir se a paralisação continuará ou se haverá avanço nas negociações com a Prefeitura de Goiânia.

O movimento é liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), que afirma não ter recebido propostas concretas do Paço Municipal até o momento. A categoria reivindica reajuste do piso salarial, pagamento de progressões atrasadas, aplicação da data-base de 2026 e implementação do plano de carreira para servidores administrativos da educação.  

Segundo o Sintego, a greve foi aprovada em assembleia realizada no início de maio após mais de um ano de negociações sem avanços significativos. A entidade afirma que a mobilização também envolve cobranças relacionadas à inclusão escolar, convocação de aprovados em concurso público e melhorias estruturais na rede municipal de ensino.  

A presidente em exercício do sindicato, Ludmylla Morais, declarou que o encerramento da greve depende da apresentação de propostas concretas pela administração municipal. “Não vamos voltar com base apenas em estudos das demandas”, afirmou durante mobilizações da categoria.  

A paralisação já provocou impactos em parte das unidades escolares da capital. A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou anteriormente que cerca de 11% das escolas tiveram atividades afetadas, embora o sindicato conteste os números e sustente que a adesão é maior.  

O Tribunal de Justiça de Goiás autorizou a continuidade do movimento, mas determinou manutenção mínima de 70% dos servidores em atividade, especialmente na Educação Infantil e nos serviços de alimentação escolar. A decisão também proibiu bloqueios de escolas e impedimentos de acesso às unidades de ensino.  

Enquanto aguardam avanço nas negociações, trabalhadores da educação realizaram atos públicos, visitas a escolas, panfletagens em terminais e manifestações em órgãos públicos ao longo da última semana. O sindicato afirma que o movimento seguirá mobilizado até que haja resposta efetiva da prefeitura.  

A SME informou que permanece aberta ao diálogo e destacou que as demandas apresentadas envolvem diferentes áreas da administração municipal, não se restringindo apenas à pasta da Educação. A prefeitura afirma que analisa os pedidos dentro dos limites orçamentários e legais do município.  

Greves da educação municipal têm ocorrido de forma recorrente em Goiânia nos últimos anos. A categoria realizou paralisações também em 2022, 2023 e 2024, em movimentos ligados principalmente à valorização profissional e às condições de trabalho na rede pública de ensino.  

João Eufrásio

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Jornalista com experiência em comunicação pública e atuação na cobertura regional. Iniciou a carreira como assessor de comunicação entre 2022 e 2025, período em que trabalhou com produção de conteúdo institucional, relacionamento com a imprensa e organização de informações públicas. Em 2026, passou a atuar no setor privado como repórter da TV Serra Azul, com foco no levantamento, apuração e apresentação de notícias voltadas ao norte de Goiás. Seu trabalho acompanha o dia a dia da região, abordando temas de interesse local e buscando contextualizar os fatos de forma clara. Ao longo da trajetória, desenvolveu prática em diferentes formatos de comunicação e adaptação a rotinas diversas do jornalismo, mantendo atenção à clareza das informações e à relevância das pautas para o público.

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