Polícia Civil apura suposto esquema milionário em acordos extrajudiciais realizados entre 2022 e 2024.
Três ex-servidores foram presos nesta quinta-feira (21) durante uma operação da Polícia Civil que investiga fraudes em acordos extrajudiciais envolvendo a Companhia de Urbanização de Goiânia. Outras 16 pessoas também foram afastadas de funções públicas por suspeita de participação no esquema.
Segundo as investigações, entre 2022 e 2024, funcionários da companhia abriram processos administrativos solicitando diferenças salariais por suposto desvio de função. De acordo com a polícia, servidores dos setores jurídico e de protocolo teriam facilitado os acordos e recebido parte dos valores pagos.
A investigação aponta que cerca de 35 acordos extrajudiciais foram realizados, gerando pagamentos que somam aproximadamente R$ 13 milhões.
Além das prisões temporárias, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo bancário e fiscal, além do sequestro de bens avaliados em cerca de R$ 3,5 milhões.
Como os nomes dos investigados não foram divulgados, não foi possível localizar as defesas.
Em nota, a Comurg informou que a operação está relacionada a irregularidades identificadas em processos administrativos de gestões anteriores. A companhia afirmou ainda que as apurações internas começaram em janeiro de 2025 e que os documentos foram encaminhados à Polícia Civil, ao Ministério Público e à OAB-GO.
A empresa destacou também que instaurou procedimentos internos de investigação e Processos Administrativos Disciplinares, que resultaram na demissão de 11 empregados após comprovação de irregularidades. Segundo a companhia, a atual gestão mantém colaboração integral com os órgãos de controle e investigação.
com informações G1 Goiás


