Paciente de 66 anos estava sozinha no equipamento quando estrutura despencou; família cobra investigação sobre manutenção
Uma idosa de 66 anos sofreu quatro fraturas na perna direita após o elevador de uma clínica de hemodiálise despencar em Aparecida de Goiânia. O acidente aconteceu no último dia 11 de maio, na Vila Brasília, enquanto a paciente seguia para uma sessão de tratamento médico.
A vítima foi identificada como Sirlene Souza. Segundo familiares, ela estava sozinha dentro do elevador no momento em que o equipamento caiu. A mulher, que é diabética, hipertensa e paciente renal crônica, teve a perna imobilizada e permanece internada desde o acidente.
Conforme informações divulgadas pela TV Anhanguera e repercutidas pelo portal Mais Goiás, a família acredita que um possível rompimento do cabo de aço do elevador possa ter provocado a queda. As circunstâncias do acidente, porém, ainda serão esclarecidas por investigação técnica.
Os familiares registraram boletim de ocorrência e pedem apuração sobre eventuais falhas na manutenção do equipamento. A Polícia Científica deve analisar o caso para identificar o que provocou o acidente.
Procurada, a Clínica de Hemodiálise São Bernardo informou à TV Anhanguera que está à disposição da paciente e das autoridades. A unidade afirmou ainda que acionou a empresa responsável pelo elevador e declarou que as manutenções do equipamento estariam em dia.
Internada há mais de dez dias no Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia (Heapa), Sirlene aguarda cirurgia ortopédica. Segundo familiares, procedimentos chegaram a ser adiados duas vezes em razão de problemas relacionados aos materiais cirúrgicos da unidade hospitalar. A paciente relata sentir dores intensas.
Em nota, a direção do Heapa informou que alguns procedimentos ortopédicos precisaram ser reprogramados temporariamente após identificação de não conformidades em parte dos instrumentais cirúrgicos durante o preparo dos materiais. O hospital afirmou que as medidas corretivas já foram adotadas e que a cirurgia será realizada assim que houver condições técnicas adequadas e segurança para execução do procedimento.
O caso reacende discussões sobre manutenção preventiva e segurança em equipamentos de transporte vertical utilizados em estabelecimentos de saúde. Especialistas apontam que inspeções periódicas e fiscalização técnica são fundamentais para reduzir riscos e evitar acidentes envolvendo elevadores em locais de grande circulação.


