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Empresário é condenado por espionar clientes e produzir pornografia infantil em Goiás

Delegacia de Pires do Rio, em Goiás — Foto: Reprodução/Google Street View

Segundo a Justiça, homem acessava remotamente câmeras instaladas em residências e chegou a gravar mulher e criança sem autorização.

Um empresário do ramo de instalação de câmeras de segurança foi condenado a mais de sete anos de prisão por espionar clientes e produzir pornografia infantil em Pires do Rio, no sudeste de Goiás.

De acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO), as investigações apontaram que o homem acessava remotamente sistemas de monitoramento instalados em residências de clientes sem autorização.

Entre as vítimas está uma mulher que teria sido filmada nua dentro da própria casa, ao lado da filha de 9 anos. Segundo a denúncia, o caso veio à tona após a ex-esposa do empresário encontrar um vídeo armazenado no celular dele e procurar a vítima para alertá-la sobre as imagens.

Após tomar conhecimento da gravação, a mulher registrou boletim de ocorrência em janeiro de 2026, dando início às investigações.

Durante a apuração, a análise do aparelho celular apreendido revelou que o empresário mantinha acesso remoto a 91 sistemas de câmeras pertencentes a clientes.

Ainda segundo o Ministério Público, o contrato firmado com uma das vítimas previa a instalação de câmeras em diversos cômodos da residência, incluindo o quarto.

A defesa do empresário alegou durante o processo que as acusações seriam falsas e motivadas por vingança da ex-esposa. O nome do condenado não foi divulgado e, por isso, a reportagem não conseguiu localizar sua defesa.

Condenação

O empresário foi condenado pelos crimes de produção de pornografia infantil, interceptação ilegal de comunicações e registro não autorizado de imagens íntimas.

A pena fixada pela Justiça foi de 7 anos e 4 meses de reclusão, além de 7 meses de detenção, em regime fechado, e pagamento de multa.

Ex-esposa também foi condenada

A Justiça também condenou a ex-esposa do empresário por armazenamento de pornografia infantil. Conforme a decisão, ela manteve o vídeo guardado por aproximadamente três anos.

A mulher recebeu pena de um ano de reclusão em regime aberto, posteriormente substituída por restrições de direitos.

O nome dela também não foi divulgado e sua defesa não foi localizada.

Thaís Alcântara

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