Educação Afogamento

UEG realiza ação de conscientização sobre afogamentos na Orla da Lagoa e alerta para riscos durante feriados

UEG realiza ação de conscientização sobre afogamentos na Orla da Lagoa e alerta para riscos durante feriados

Acadêmicos do curso de Educação Física da Universidade Estadual de Goiás (UEG), sob orientação do professor Estêvão Alarcão, realizaram uma ação de conscientização na Orla da Lagoa, neste sábado (13), com o objetivo de alertar a população sobre os riscos de afogamento e a importância da prevenção.

A atividade consistiu na distribuição de panfletos informativos e na divulgação de orientações baseadas em materiais da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa). Durante a ação, foram abordadas formas de prevenção, identificação de situações de risco e os impactos sociais e econômicos causados pelos afogamentos.

Segundo o professor Estêvão, os números relacionados a esse tipo de ocorrência ainda são preocupantes no Brasil. De acordo com dados da Sobrasa referentes a 2024, cerca de 5.700 pessoas morrem por afogamento todos os anos no país, o que representa, em média, uma morte a cada 90 minutos.

“O afogamento não é um incidente simples. Além da perda de vidas, ele gera impactos profundos para as famílias e para a sociedade”, destacou o docente.

Ainda conforme os dados apresentados, cada óbito por afogamento gera um custo aproximado de R$ 210 mil aos cofres públicos, considerando despesas diretas e indiretas relacionadas ao atendimento e às consequências do incidente.

Os feriados e períodos de lazer são apontados como os momentos mais críticos para a ocorrência de afogamentos, especialmente em locais com grande concentração de pessoas, como rios, lagos, piscinas e áreas de recreação aquática.

O professor também chamou atenção para os riscos envolvendo crianças pequenas. A faixa etária entre 1 e 4 anos está entre as mais vulneráveis aos afogamentos, que muitas vezes acontecem dentro da própria residência. Além de piscinas e reservatórios de água, recipientes como baldes podem representar perigo para crianças que ainda não possuem total autonomia motora.

Diante desse cenário, a principal recomendação é a adoção de medidas preventivas, como a supervisão constante de crianças, o respeito às sinalizações de segurança e a busca por informações sobre os riscos presentes em ambientes aquáticos.

“A prevenção é a maior arma que temos para minimizar os riscos e reduzir o potencial destrutivo que o afogamento causa”, concluiu o professor.

A iniciativa integra as atividades da disciplina de natação da UEG e busca ampliar a conscientização da população sobre um problema que, apesar de evitável, continua registrando milhares de vítimas todos os anos no Brasil.

Grazielly Ribeiro

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