A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira (21), a Operação Metástase para desarticular uma organização criminosa especializada no roubo de medicamentos oncológicos e imunossupressores. A ação também teve desdobramentos em Goiás, com o cumprimento de mandados em Goiânia.
Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-Cap), a quadrilha movimentou cerca de R$ 33 milhões em apenas um ano e contava com o apoio da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). As investigações apontam que os medicamentos roubados eram levados para o Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e posteriormente reinseridos no mercado por meio de empresas de fachada.
Ao todo, a Justiça expediu cinco mandados de prisão preventiva e 97 mandados de busca e apreensão, cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará. Até a última atualização da operação, cinco pessoas haviam sido presas. No Rio de Janeiro, equipes foram para o Complexo da Maré, onde houve intenso tiroteio e barricadas em chamas, e para endereços na Baixada Fluminense.

Além das prisões, a Polícia Civil solicitou o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias, o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens supostamente utilizados para ocultar o patrimônio da organização criminosa. As investigações também identificaram o envolvimento de funcionários de transportadoras, que repassavam informações sobre rotas e cargas, e apontaram que 25 empresas de fachada, distribuídas entre os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, integravam a engrenagem financeira da organização criminosa e eram utilizadas para receptar os medicamentos roubados no RJ.
A Polícia Civil afirmou que o esquema representa uma grave ameaça não apenas ao patrimônio, mas também à saúde pública.


