Áreas de preservação em Luiz Alves concentram construções ilegais, incluindo imóveis em ilhas e regiões que ficam submersas durante a cheia.
A Polícia Civil de Goiás investiga três loteamentos irregulares localizados em áreas de proteção ambiental às margens do Rio Araguaia, no distrito de Luiz Alves. As investigações são conduzidas pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema).
Segundo a polícia, os loteamentos ocupam pelo menos duas ilhas e uma Área de Preservação Permanente (APP), onde existem lotes e construções que costumam ficar submersos durante o período de cheia do rio.
Um dos empreendimentos possui cerca de 164 lotes distribuídos em uma área de aproximadamente 15 hectares. A ocupação é considerada antiga e, conforme a Dema, o proprietário já havia sido indiciado em 2011, quando o loteamento ainda tinha poucas construções. Mesmo após condenações judiciais e embargo da área, novas edificações continuaram sendo erguidas.
A Polícia Civil apura crimes como parcelamento irregular do solo, impedimento da regeneração da vegetação nativa e danos à flora. As construções também podem causar impactos ambientais relacionados ao descarte de resíduos, à contaminação do solo e dos recursos hídricos. Em alguns imóveis, moradores chegaram a instalar estruturas elevadas para proteger fossas sépticas durante as inundações.
Segundo o delegado Luziano Carvalho, responsável pelas investigações, o loteador já foi condenado pela Justiça a pagar uma indenização de R$ 140 mil, mas a ocupação irregular continuou.
Além desse loteamento, a Dema também investiga outra área localizada em uma ilha, com aproximadamente 30 hectares e diversas casas construídas. Imagens aéreas registradas durante sobrevoos mostram que novas obras seguem sendo realizadas, apesar das restrições ambientais.
A Polícia Civil informou que solicitará uma vistoria da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) para avaliar a situação. As investigações continuam para identificar todos os responsáveis pelas ocupações irregulares.
com informações Mais Goiás


