Filiado ao PSD, governador de Goiás deixou o cargo em 2026 para buscar uma nova candidatura ao Palácio do Planalto; primeira tentativa ocorreu em 1989, quando recebeu menos de 1% dos votos.
Após 37 anos, Ronaldo Caiado volta a disputar uma eleição presidencial. O político goiano, de 76 anos, foi escolhido pelo PSD como candidato ao Palácio do Planalto e busca uma segunda oportunidade de chegar à Presidência da República.
Caiado deixou o União Brasil e se filiou ao PSD em março de 2026. A escolha pelo nome dele ocorreu após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, e após superar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, na disputa interna da legenda.
A primeira tentativa de Caiado de chegar à Presidência aconteceu em 1989, na primeira eleição direta após o fim da ditadura militar. Na época, ele disputou pelo antigo PSD, que não tem relação com o atual partido, em uma eleição com 22 candidatos, incluindo Luiz Inácio Lula da Silva e o vencedor Fernando Collor. Caiado recebeu menos de 1% dos votos.
A trajetória política do candidato começou na década de 1980, quando presidiu a União Democrática Ruralista (UDR), entidade ligada à defesa dos interesses dos produtores rurais. Depois, foi eleito deputado federal por Goiás, senador e, em 2018, chegou ao governo estadual.
Ele foi eleito governador de Goiás em 2018 e reeleito em 2022, ambos os pleitos em primeiro turno. Em março de 2026, renunciou ao cargo para disputar a Presidência.
Entre as principais propostas da campanha estão o fortalecimento da segurança pública, com maior integração entre as forças policiais, o incentivo à exploração de minerais estratégicos e a substituição de programas assistenciais por políticas de geração de renda.
Caiado também busca apoio do eleitorado conservador e do setor do agronegócio, tendo como aliados nomes como o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o governador de Goiás, Daniel Vilela, e o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel.


