Dois irmãos suspeitos de liderar um grupo empresarial envolvido na receptação e comercialização clandestina de medicamentos de alto custo, incluindo remédios utilizados no tratamento contra o câncer, foram presos durante uma operação conjunta do Ministério Público de Goiás (MPGO) e da Polícia Civil.
Alécio Soares Silva, de 44 anos, e Alessandro Soares Silva, de 47, foram presos na última quinta-feira (27), em uma propriedade rural em Morrinhos, no sul de Goiás. Segundo o MPGO, os investigados também são suspeitos de participar de um esquema que teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 45 milhões aos cofres públicos, entre sonegação de impostos e blindagem patrimonial.
De acordo com as investigações, Alécio, empresário do setor de distribuição de produtos hospitalares, seria o principal financiador de uma organização criminosa especializada no furto e comércio ilegal de medicamentos. Conforme o Ministério Público, empresas ligadas a ele eram utilizadas para receber medicamentos oncológicos roubados no Aeroporto de Brasília, que posteriormente eram transportados para Goiás.
O suspeito estava foragido desde abril. As investigações apontam ainda que o esquema possuía ramificações em Goiás, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. A apuração foi conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de Goiás (Cira-GO), que reúne diferentes órgãos de investigação e fiscalização.
Durante o cumprimento dos mandados na propriedade rural em Morrinhos, as equipes também encontraram armas de fogo longas e munições, que foram apreendidas. Além dos dois irmãos, um terceiro suspeito teve a prisão preventiva cumprida, mas a identidade não foi divulgada pelo MPGO.
As defesas de Alécio e Alessandro foram procuradas, mas não haviam se manifestado até a última atualização da reportagem.


