Um assunto que muitos acreditavam superado voltou aos holofotes da Câmara Municipal de Porangatu na Sessão Ordinária de segunda-feira (31/08). Um projeto de lei que cria, oficialmente, a política municipal de conscientização sobre a Doença de Chagas. A proposta, apresentada pelo vereador Edmilson Andrade (União Brasil), foi lida no plenário Jales Ribeiro Mendonça e agora está em análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Mais do que um trâmite burocrático, o texto representa uma tentativa concreta de tirar do apagão informativo uma doença que segue circulando silenciosamente pelo Norte Goiano, exigindo vigilância epidemiológica permanente e não apenas ações pontuais.
Para o vereador Edmilson Andrade, o projeto tem uma missão clara: fazer o poder público e a população encararem de frente uma enfermidade que muitos, erroneamente, davam como erradicada na região.
Com a criação de uma data oficial no calendário municipal, campanhas de prevenção, exames precoces e acompanhamento de tratamento deixam de depender de iniciativas isoladas e passam a ser obrigação permanente da gestão pública. A ideia é simples e urgente: garantir que a rede municipal de saúde acolha o paciente antes que a doença evolua para quadros mais graves, protegendo vidas e fortalecendo a confiança da população no sistema de saúde local.
O que diferencia essa proposta é a base sobre a qual foi construída: técnica e humana ao mesmo tempo. A enfermeira e servidora municipal Giselly Egídio trouxe ao debate dados que comprovam a necessidade de monitoramento ativo em Porangatu, enquanto o depoimento de Marilania Rios deu rosto e voz à estatística. Ao relatar sua própria trajetória de enfrentamento à doença, Marilania expôs uma realidade incômoda: a Chagas continua presente na cidade, e o silêncio em torno dela alimenta tanto a proliferação quanto o preconceito enfrentado por quem convive com o diagnóstico. Veja Depoimento emocionante no youtube da TV Câmara Porangatu


