Goiás

Justiça arquiva processo contra coronel Raiado e tenente-coronel Renyson por três mortes em Goiás

Edson Luis e Renyson Castanheira foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás por homicídio — Foto: Reprodução/TV Anhanguera e Wesley Costa/O Popular

Decisão beneficia os dois policiais, que eram investigados pelo Ministério Público por suposta execução de três homens durante ação em 2023.

A Justiça arquivou o processo contra o coronel Edson Luis Souza Melo Rocha, conhecido como coronel Raiado, e o tenente-coronel Renyson Castanheira Silva pela morte de três homens durante uma ação policial em Goiás. A decisão foi tomada na terça-feira (8) por falta de novas provas.

O caso aconteceu em fevereiro de 2023, em uma chácara localizada entre Goiânia e Abadia de Goiás. Na época, os três homens morreram durante uma ocorrência envolvendo policiais do Comando de Operações de Divisas (COD).

Entre as vítimas estava Felipe Ramos Morais, apontado como suposto piloto ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Também morreram os mecânicos Nathan Moreira Cavalcante e Paulo Ricardo Pereira Bueno.

Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), os policiais teriam forjado um confronto e matado os três homens. A acusação apontava que as vítimas foram atingidas pelas costas e que Felipe e Paulo teriam sido baleados enquanto estavam caídos no chão.

A defesa dos policiais contestou as acusações e argumentou que o caso já havia sido analisado pela Justiça. Em 2023, o processo havia sido arquivado após a Justiça entender que as mortes ocorreram em legítima defesa.

A nova decisão ocorreu durante o julgamento de um habeas corpus apresentado pelo advogado Demóstenes Torres, que representa Raiado. O entendimento também beneficia Castanheira.

O advogado Luis Alexandre Rassi, responsável pela defesa de Castanheira, afirmou que a decisão impede que os policiais sejam novamente processados pelos mesmos fatos, já analisados anteriormente pela Justiça.

A defesa também contestou provas apresentadas pelo MPGO, entre elas a ausência de pólvora nas mãos de uma das vítimas. Segundo Rassi, o corpo teria sido lavado antes da realização do exame, o que comprometeria o resultado.

O MPGO foi questionado sobre a possibilidade de recorrer da decisão, mas não havia se manifestado até a última atualização das informações.

com informações G1 Goiás

Thaís Alcântara

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