Hospital afirma que Adriana chegou em estado grave e foi submetida a uma cesariana de emergência. Um dos bebês morreu e o outro segue internado.
O Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, se manifestou sobre o caso de Adriana Inácio Silva, de 42 anos, que morreu na quinta-feira (10) após ser transferida de Porangatu. Segundo o hospital Adriana Inácio Silva, chegou à unidade na manhã de terça-feira (8) em estado grave e foi imediatamente atendida pela equipe multiprofissional.
A paciente, que estava grávida de gêmeos, foi encaminhada ao HCN em caráter de emergência, por meio do sistema estadual de regulação, em vaga zero. A unidade informou que havia forte suspeita de óbito intrauterino de um dos fetos. (Confira a nota na íntegra abaixo)
Ainda de acordo com o HCN, Adriana foi levada ao Centro Obstétrico para uma cesariana de emergência. Durante o procedimento, foi confirmado o óbito de um dos bebês. O outro nasceu com vida, mas apresentava quadro clínico grave e foi encaminhado imediatamente para a UTI Neonatal, onde permanece internado.
O hospital também informou que Adriana permaneceu sob os cuidados das equipes assistenciais até apresentar condições para ser encaminhada à UTI. Apesar dos tratamentos realizados, segundo a unidade, ela continuou em estado grave, teve pouca resposta às terapias e evoluiu para óbito.
RELEMBRE O CASO
Adriana Inácio Silva, de 42 anos, estava grávida de gêmeos, com 36 semanas de gestação. Segundo a família, ela permaneceu por três dias internada no Hospital Municipal de Porangatu e, após receber alta, retornou à unidade no mesmo dia depois de perceber que não sentia mais os movimentos dos bebês.
A família denuncia uma possível negligência no atendimento prestado em Porangatu e afirma que Adriana deveria ter sido encaminhada anteriormente para Uruaçu.
A filha da paciente, Jessica Karolayne, relatou que a mãe chegou ao HCN em estado muito grave e que profissionais da unidade teriam questionado a demora na transferência.
A família informou que pretende procurar a Polícia Civil para que as circunstâncias do atendimento prestado à paciente sejam investigadas.

NOTA DO HCN NA ÍNTEGRA
A paciente A.I.S., 42 anos, deu entrada na Emergência do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN) na manhã do dia 08/09/2026 em estado grave, quando foi prontamente atendida pela equipe multiprofissional.
Gestante de gêmeos chegou ao HCN regulada em caráter de emergência via sistema estadual de regulação em vaga zero devido à gravidade do seu quadro, associada a forte suspeita de óbito fetal intrauterino de um dos fetos.
Assim, ela foi prontamente encaminhada ao Centro Obstétrico para cesariana de emergência, uma vez que foi constatado não haver sinais de batimentos cardíacos em um dos fetos.
A cesariana de emergência transcorreu sem intercorrências do ponto de vista cirúrgico e foi constatado o óbito fetal intrauterino de um dos fetos. Em face de seu estado gravíssimo, a puérpera permaneceu aos cuidados da equipe do centro obstétrico até a estabilização do quadro, de modo a possibilitar seu posterior encaminhamento à UTI.
Assim que houve a possibilidade desse encaminhamento, ela foi conduzida pela equipe multiprofissional à UTI para continuidade dos cuidados iniciados desde a admissão.
Mesmo com os cuidados ininterruptos dispensados pelas equipes assistenciais, a paciente seguiu muito grave, com pouca resposta às terapias instituídas e não resistiu, evoluindo para óbito.
O segundo recém-nascido foi retirado com vida durante a cesariana, porém também apresentava quadro clínico grave. Recebeu suporte intensivo ainda em sala cirúrgica e foi imediatamente encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal).
No momento, ele segue internado na UTI neonatal em estado grave, aos cuidados da equipe multiprofissional.
O hospital lamenta profundamente o falecimento da paciente e de um dos bebês e manifesta suas mais sinceras condolências e solidariedade aos familiares neste momento de dor.
Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano


