Categoria cobra ações do governo para conter custos e ameaça paralisação nos próximos dias
Caminhoneiros de diversas regiões do país estão organizando uma possível paralisação nacional, motivada pelo aumento no preço do diesel. A mobilização, que reúne motoristas autônomos e profissionais contratados, pode ocorrer nos próximos dias caso não haja medidas efetivas por parte do governo para conter os custos da atividade.
A articulação vem sendo discutida em encontros e assembleias da categoria. Segundo lideranças do setor, a insatisfação cresce diante da dificuldade de manter a operação com o combustível em alta. A avaliação é de que o cenário atual compromete a sustentabilidade do trabalho nas estradas.
Um dos representantes do movimento, Wallace Landim, conhecido como Chorão e presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), afirmou que a decisão pela paralisação tem respaldo significativo entre os caminhoneiros. De acordo com ele, a adesão ao movimento tem caráter nacional e já conta com apoio expressivo em diferentes regiões do país.
A principal reivindicação da categoria é a adoção de medidas que reduzam o impacto do preço do diesel, que vem sendo influenciado por fatores internacionais. Os caminhoneiros afirmam que os sucessivos aumentos têm inviabilizado a atividade, especialmente diante de custos operacionais elevados.
Entidades do setor também demonstraram apoio à mobilização, destacando que a insatisfação atual retoma pautas antigas da categoria, como a busca por maior previsibilidade nos preços dos combustíveis e melhores condições de trabalho.
Apesar da articulação, a proposta inicial é que a paralisação ocorra sem bloqueios de rodovias, como forma de evitar sanções e penalidades legais.



