Brasil

Governo eleva classificação indicativa de redes sociais e amplia restrições para menores


Mudança faz parte da regulamentação do ECA Digital e atinge plataformas como TikTok, Kwai e Quora


O governo federal aumentou a classificação indicativa de idade para oito redes sociais no Brasil, em medida anunciada nesta semana como parte da regulamentação do chamado ECA Digital.

Com a mudança, plataformas como TikTok e Kwai passaram de classificação recomendada para maiores de 14 anos para 16 anos. Já o Quora teve uma alteração mais significativa, sendo reclassificado de 12 para 18 anos.

Outras redes também sofreram ajustes: LinkedIn, Pinterest e Snapchat passaram a ter recomendação para maiores de 16 anos, enquanto WhatsApp e Messenger foram reclassificados para 14 anos.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a revisão levou em conta novos critérios, especialmente o nível de interatividade das plataformas. Antes, a classificação considerava principalmente conteúdos como violência, sexo e drogas; agora, também são avaliados riscos como exposição de dados pessoais e interação com desconhecidos.

A classificação indicativa funciona como um guia para pais e responsáveis, informando a faixa etária recomendada para uso de determinados serviços — sem impedir, necessariamente, o acesso.

A medida integra a regulamentação do ECA Digital, legislação que estabelece regras para proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. Entre os pontos previstos está a exigência de mecanismos de verificação de idade pelas plataformas, que deverão impedir o acesso a conteúdos inadequados.

A implementação dessas regras deverá ser detalhada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que será responsável por definir os parâmetros técnicos para a verificação etária.

João Eufrásio

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Sou jornalista com experiência em comunicação pública e atuação consolidada na cobertura regional. Iniciei minha trajetória profissional como assessor de comunicação entre 2022 e 2025, período em que desenvolvi habilidades estratégicas na produção de conteúdo institucional, relacionamento com a imprensa e gestão da informação pública. Em 2026, ingressei no setor privado como repórter da TV Serra Azul, ampliando minha presença no jornalismo televisivo e assumindo um papel relevante no levantamento, na apuração e na disseminação de notícias que impactam o norte goiano. Meu trabalho é marcado pelo compromisso com a informação responsável, pela valorização das pautas regionais e pela conexão entre acontecimentos locais e o cenário global. Ao longo da minha carreira, destaco-me pela versatilidade, capacidade de adaptação e dedicação à comunicação clara e acessível, contribuindo para fortalecer o jornalismo regional e aproximar a sociedade dos fatos que moldam o cotidiano.

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