Policial

PM é preso suspeito de executar consultor financeiro em Aparecida de Goiânia

Investigação aponta que crime teria sido motivado por disputa financeira envolvendo empréstimo consignado

O primeiro-sargento da Polícia Militar Marcos Vinícius Silva Oliveira foi preso temporariamente nesta quinta-feira (7), suspeito de assassinar o consultor financeiro Stanley Castro Alves da Silva, de 24 anos, em Aparecida de Goiânia. O homicídio aconteceu em maio de 2024, no setor Jardim Itapuã, e vinha sendo investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) do município.

A prisão foi cumprida na residência do policial, localizada no bairro Jardim Todos os Santos, em Senador Canedo. Após ser levado para prestar depoimento, o militar foi encaminhado ao presídio militar, no setor Marista, em Goiânia.  

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da execução. Nas gravações, Stanley aparece sentado na calçada de casa quando o suspeito chega caminhando. Os dois conversam rapidamente antes de o policial sacar a arma e efetuar dois disparos contra a vítima. Após os tiros, o sargento deixa o local andando calmamente. O jovem morreu antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).  

Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime estaria ligada a uma disputa financeira envolvendo um empréstimo consignado contratado pelo militar. Stanley trabalhava em um escritório de consultoria bancária e teria intermediado o serviço. A investigação aponta que o consultor cobrava uma comissão relacionada ao contrato, o que teria provocado desentendimentos entre os dois.  

Ainda de acordo com os investigadores, a vítima teria realizado cobranças insistentes e, em determinado momento, ameaçado o policial, circunstâncias que agora fazem parte da apuração conduzida pela Polícia Civil.  

Durante o cumprimento do mandado, agentes apreenderam a arma funcional utilizada pelo sargento e também o telefone celular do suspeito, materiais que devem passar por perícia.  

O caso provocou repercussão em Aparecida de Goiânia pela frieza registrada nas imagens do crime e pelo envolvimento de um policial militar na investigação. A corporação ainda não divulgou se abrirá procedimento administrativo disciplinar paralelo à investigação criminal.  

A prisão temporária tem prazo inicial determinado pela Justiça e pode ser prorrogada ou convertida em preventiva ao longo das investigações. O inquérito segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do homicídio.  

João Eufrásio

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Jornalista com experiência em comunicação pública e atuação na cobertura regional. Iniciou a carreira como assessor de comunicação entre 2022 e 2025, período em que trabalhou com produção de conteúdo institucional, relacionamento com a imprensa e organização de informações públicas. Em 2026, passou a atuar no setor privado como repórter da TV Serra Azul, com foco no levantamento, apuração e apresentação de notícias voltadas ao norte de Goiás. Seu trabalho acompanha o dia a dia da região, abordando temas de interesse local e buscando contextualizar os fatos de forma clara. Ao longo da trajetória, desenvolveu prática em diferentes formatos de comunicação e adaptação a rotinas diversas do jornalismo, mantendo atenção à clareza das informações e à relevância das pautas para o público.

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