Medida entra em vigor na próxima segunda-feira e foi adotada em reciprocidade à política de isenção concedida pela China aos brasileiros
O governo federal oficializou nesta quinta-feira (7) a suspensão da exigência de visto para cidadãos chineses que desejam entrar no Brasil em viagens de curta duração. A medida passa a valer a partir da próxima segunda-feira (11) e permanecerá em vigor até 31 de dezembro de 2026.
A decisão foi formalizada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, durante a abertura da 10ª edição do Salão do Turismo, realizado no Ceará. Segundo o governo brasileiro, a medida ocorre em caráter de reciprocidade diplomática após a China também suspender a exigência de vistos para brasileiros desde junho de 2025.
O acordo permitirá a entrada de chineses no Brasil sem necessidade de visto para permanência de até 30 dias em viagens de turismo, negócios, trânsito, atividades artísticas e esportivas.
Durante o anúncio, Alckmin destacou o potencial de crescimento do turismo entre os dois países. Segundo ele, mesmo com a exigência anterior de vistos, o número de turistas chineses no Brasil aumentou 35% no último ano. A expectativa do governo é ampliar ainda mais esse fluxo com a flexibilização das regras migratórias.
Dados divulgados pela Embratur indicam que o número de visitantes chineses no Brasil cresceu quase 75% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O avanço reforça a importância estratégica da China para o setor turístico brasileiro.
A medida também ocorre em meio ao fortalecimento das relações econômicas e diplomáticas entre os dois países. A China segue como principal parceiro comercial do Brasil, com forte presença em setores como infraestrutura, mineração, energia, agronegócio e tecnologia.
O anúncio da reciprocidade havia sido feito inicialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro deste ano, após conversa telefônica com o presidente chinês Xi Jinping. Na ocasião, o Palácio do Planalto afirmou que a flexibilização dos vistos faz parte de uma estratégia de ampliação da cooperação bilateral e incentivo à circulação de pessoas entre as duas nações.
Especialistas em turismo avaliam que a medida pode impulsionar não apenas o setor turístico, mas também eventos internacionais, feiras de negócios e intercâmbios culturais e acadêmicos. A China possui uma das maiores populações do mundo e representa um mercado considerado estratégico para o turismo internacional.
Apesar da flexibilização, cidadãos chineses continuarão sujeitos às exigências migratórias brasileiras relacionadas à documentação de entrada, validade do passaporte e comprovação da finalidade da viagem, quando solicitado pelas autoridades de imigração.


