Ação mira organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região da Vila Jaiara
A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), uma operação contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de bens em Anápolis. Durante a ação, foram sequestrados aproximadamente R$ 1,6 milhão em bens e valores ligados ao grupo investigado.
Batizada de “Lágrimas do Reino II”, a operação é conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) e pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc), com apoio do grupo aéreo da Polícia Civil. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça.
Segundo a Polícia Civil, o foco da operação é atingir o núcleo financeiro da organização criminosa, considerada responsável pelo controle do tráfico de drogas na região da Grande Vila Jaiara, um dos bairros mais populosos de Anápolis. O sequestro de patrimônio busca impedir que recursos obtidos ilegalmente continuem financiando atividades criminosas.
As investigações apontam que o grupo utilizava mecanismos de ocultação patrimonial para disfarçar a origem do dinheiro movimentado pelo tráfico. A polícia suspeita que parte dos valores era direcionada para aquisição de bens e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados.
Esta é a segunda fase da operação. A primeira etapa foi realizada em novembro de 2024 e resultou na prisão de quatro pessoas, além da apreensão de drogas, veículos, dinheiro em espécie e equipamentos usados na preparação de entorpecentes. Na ocasião, a corporação identificou indícios da estrutura hierárquica do grupo criminoso e do funcionamento da rede de distribuição de drogas na cidade.
Conforme a Polícia Civil, a estratégia atual segue uma tendência nacional de combate ao crime organizado baseada não apenas em prisões, mas também no enfraquecimento financeiro das facções e quadrilhas ligadas ao tráfico. Especialistas apontam que a asfixia econômica dessas organizações reduz a capacidade de recrutamento, compra de drogas e expansão territorial.
A corporação informou que novas informações sobre prisões, apreensões e valores bloqueados devem ser divulgadas após a conclusão das diligências realizadas ao longo do dia.


